Resultado da pesquisa

  • O Brasil é um dos países de maior potencial de produção pecuária, determinado principalmente pelas suas condições climáticas, vasta extensão territorial e plantas forrageiras, que constituem a base da dieta dos ruminantes na grande maioria dos sistemas de produção existentes no país. Nessa premissa, uma das alternativas para solucionar a falta de alimento durante o período do ano é a conservação do excedente da produção de capim na forma de silagens. Porém, o elevado teror de umidade no momento da ensilagem predispõem o crescimento de microrganismos indesejáveis, que resultam em perdas por gases e efluentes. Entretanto, uma das formas de reduzir essas perdas é a adição de coproduto com alto poder higroscópico e que aumente o valor nutricional e beneficie a fermentação durante o processo de conservação da forrageira. Desenvolveu-se o presente estudo com o objetivo de avaliar o perfil fermentativo, as perdas por gases e efluente, recuperação de nutrientes, o valor nutritivo, a degradabilidade ruminal in situ e o fracionamento de carboidratos e proteína das silagens de capim contendo aditivo higroscópico, como o farelo de arroz.

    Fevereiro - v. 12, No. 2, p. In Press (2018)
  •  presente trabalho teve como objetivo discutir sobre as características químicas e sensoriais da carne bovina.  De acordo com a composição química, pode-se considerar a carne como um produto de alto teor de proteína, com digestibilidade da proteína na faixa de 95 a 100%. Contém todas as vitaminas lipossolúveis e as hidrossolúveis do complexo B, e é uma expressiva fonte de ferro e zinco. O teor lipídeos na carne tem grande variação, com valores entre 1,5 a 13,0%, e o valor calórico depende da porcentagem de gordura. Os atributos sensoriais da carne são a maciez, cor, suculência, sabor e aroma. A maciez e a cor são características relevantes na decisão de compra da carne pelo consumidor, seguido da suculência que é definida como a sensação de umidade observada nos primeiros movimentos de mastigação; e o sabor e aroma que estão relacionados aos compostos voláteis produzidos no preparo da carne. A carne bovina caracteriza-se como um alimento de excelente valor nutricional e para ser atrativa ao consumidor deve apresentar os aspectos organolépticos desejáveis para compra como boa maciez, suculência e cor vermelha brilhante.

    Mar. 3 - v. 4, No. 11, p. Art. 780-787 (2010)
  • O Nordeste brasileiro tem na criação de pequenos ruminantes uma das principais atividades pecuária, a qual assume um importante papel socioeconômico. Esta revisão aborda um tema atualmente bastante estudado, que é a fenação de plantas forrageiras lenhosas nativas da caatinga. Este bioma possui uma imensa variedade de espécies vegetais com bom valor forrageiro e excelente aceitabilidade por parte dos animais ruminantes, tanto sob a forma in natura como desidratada na forma de feno. O feno de plantas forrageiras da caatinga constitui uma alternativa viável para utilização durante o período seco do ano. Neste trabalho foram analisados o valor nutricional, consumo e digestibilidade dos nutrientes e a utilização na alimentação animal do mata-pasto (Senna obtusifolia), jurema-preta (Mimosa hostilis), flor-de-seda (Calotropis procera), maniçoba (Manihot pseudo glaziovii), juazeiro (Zizyphus joazeiro), catingueira (Caesalpinea bracteosa), sabiá (Mimosa casalpiniaefolia), feijão-bravo (Capparis flexuosa), amendoim forrageiro (Arachis pintoi) e cunhã (Clitoria ternatea). Todas essas espécies mostram-se como uma opção viável para alimentação dos rebanhos bovinos, caprinos e ovinos no semi-árido nordestino. Em conseqüência das condições climáticas extremas em que essas espécies se desenvolvem, elas apresentam estruturas fisiológicas de adaptação à carência de água que promovem redução na digestibilidade destas plantas, assim, seu uso na alimentação animal deve ser limitado. 

    Fev. 4 - v. 5, No. 07, p. Art. 1034-1041 (2011)

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