Resultado da pesquisa

  • Sarcóides são tumores de pele do tipo fibroblásticos não metastatizantes, considerados os mais comuns em equinos. Sua etiopatogenia está relacionada à infecção pelo papilomavírus bovino do tipo 1 e tipo 2. A transmissão e a disseminação para outras partes do corpo do mesmo animal estão associadas a mordidas, fricção, fômites e insetos. Apresentam-se agressivos no local afetado devido à capacidade infiltrativa e geralmente refratários às diferentes formas de terapias. Os sarcóides são classificados em seis formas de acordo com as suas apresentações clínicas, sendo estas: oculto, verrucoso, nodular, fibroblástico, misto e maligno. O objetivo do presente trabalho foi relatar o caso clínico de sarcóide recidivante localizado na glande de um equino atendido na Clínica de Equídeos do Centro de Desenvolvimento da Pecuária da Universidade Federal da Bahia, situado no município de Santo Amaro – BA. No presente caso clínico, um equino apresentou uma massa tumoral na região da glande, onde foi realizada a éxerese da massa e através de exame histopatológico observou-se características compatíveis com sarcóide. Após aproximadamente quatro meses da intervenção cirúrgica, o sarcóide apresentou recidiva sendo instituído tratamento com associação entre penectomia parcial, pomada a base de aciclovir a 5% e auto-hemoterapia

    Fevereiro - v. 12, No. 2, p. In Press (2018)
  • O lipoma é considerado uma neoplasia mesenquimal comum benigna originada dos adipócitos ou de células gordurosas subcutâneas e ocasionalmente dérmicos. Podem ser caracterizados como massas únicas ou múltiplas de crescimento lento, sendo, nesta situação, a eleição de terapêutica cirúrgica por meio de excisão tumoral como alternativa viável sem a necessidade de associação com um tratamento quimioterápico. O objetivo deste estudo foi relatar o caso de uma cadela acometida por lipoma subcutâneo gigante em região lombo-sacral. Foi atendida na Policlínica Veterinária Metropolitana uma cadela, sem raça definida, pesando 16,70 kg e com 8 anos e 1 mês de idade. Durante a anamnese foi relatado aumento de volume abrangendo a região lombo-sacral do animal, de surgimento insidioso e que se desenvolvia lentamente com o passar dos meses. No exame clínico observou-se mucosas normocoradas, linfonodos normais, temperatura de 39,2°C, presença de uma massa de grande tamanho, densa e de superfície macia e arredondada em região lombo-sacral. O resultado do hemograma e da bioquímica sérica não revelou alterações relevantes ao caso, apenas uma discreta anemia. O procedimento cirúrgico consistiu na execução de uma incisão elíptica ao redor da massa seguida de divulsão romba com toalhas de laparotomia até que fosse liberada toda a massa tumoral. O feixe ou pedículo fibroso que sustentava o tumor foi ligado e seccionado. A massa retirada possuía aspecto globoso, maciço e pendular medindo cerca de 16 cm no seu maior eixo e pesando cerca de 1,5 kg. Ao corte, a massa se apresentava encapsulada, firme e com coloração amarelada, mimetizando tecido gorduroso. Coletou-se uma pequena amostra para exame histopatológico. O resultado revelou células gordurosas, agregados inflamatórios e células da derme. O procedimento cirúrgico por meio da excisão da massa se mostrou uma alternativa satisfatória para o tratamento único e definitivo desse tipo de tumoração.

    Janeiro - v. 12, No. 01, p. 139 (2018)
  • Em tumores mamários, é comum alterações inflamatórias, causadas principalmente em neoplasias que metastatizam. Este trabalho tem por objetivo avaliar a concentração de Proteína C Reativa, correlacionada as alterações de proteínas totais e albumina em cadelas com carcinoma ductal in situ e demonstrar as alterações hematológicas encontradas. Foram utilizadas 13 cadelas diagnosticadas com carcinoma ductal in situ, triados pelo exame citopatológico e confirmado pela histopatologia. Conclui-se que a PCR é uma proteína de fase aguda que se eleva independente das proteínas totais e albumina e as alterações hematológica são de pouca relevância para o diagnóstico de carcinoma ductal in situ.

    Janeiro - v. 12, No. 01, p. 139 (2018)
  • Osteossarcoma é um dos tumores ósseos maligno mais comum em cães, sendo que nessa espécie mais de 80% das neoplasias ósseas malignas são osteossarcomas. A ocorrência desta doença é maior em cães com 5 a 9 anos, com pico ao redor de 7 anos, porém ela também pode ser observada em cães jovens, com 1 ano de idade. Em raças de grande porte a incidência é maior e ambos os sexos são igualmente acometidos. O osteossarcoma ocorre também em gatos, mas é menos comum do que em cães, e o desenvolvimento de metástases é mais lento. A etiologia do osteossarcoma (OSA) canino permanece desconhecida. Os primeiros sintomas a serem observados são claudicação e extenso aumento de volume, doloroso, no foco tumoral. O diagnóstico é baseado no histórico, exame físico, laboratorial, citilográficos e principalmente achados radiográficos, que mostram áreas de destruição óssea, neoformação óssea, contorno indefinido, reação periosteal (em alguns casos em “raios de sol”) e aumento do volume de tecidos moles, sendo a confirmação feita por biópsia e exame histopatológico. Os tratamentos podem ser com quimioterapia, radioterapia, cirurgia para a amputação do membro acometido e cirurgia com preservação de membro. O prognóstico em geral é ruim, porém dependerá da espécie, da raça e da resposta ao tratamento.

    Dezembro - v. 11, No. 12, p. 1188-1297 (2017)
  • O mastocitoma cutâneo é uma neoplasia observada frequentemente em cães. Esta doença é aracterizada pelo crescimento anormal e excessivo de mastócitos. Este estudo realizou o levantamento de dados de todos os arquivos de biopsia feito em cães no laboratório de Patologia clínica do Centro Universitário da Grande Dourados e da Universidade Anhaguera Uniderp no período entre janeiro de 2015 e janeiro de 2016. Foram selecionados 26 casos confirmados de mastocitoma canino, a partir da informação retiradas dos laudos foram avaliados fatores predisponentes como raça, sexo, idade e local das lesões neoplásicas. Em meio aos animais selecionados 46,15% (12) eram fêmeas e 53,84% (14) machos. Com relação ao fator racial, 34,61% (9) dos animais não possuem raça definida, 30,76% (8) eram da raça Boxer, 11,53% (3) eram da raça Pitbull, 7,69% (2) da raça Labrador, 7,69% (2) eram da raça Dachshund, 3,84% (1) eram da raça Poodle e 3,84% (1) da raça Shnauzer. Concluiu se neste trabalho que a maioria dos cães acometidos por essa neoplasia eram sem raça definida. Quando considerado a raça observou se que os cães Boxer são os mais predispostos a esta neoplasia. Animais considerados idosos, com idade entre 9 e 13 anos são os mais acometidos. O mastocitoma canino não apresentou predisposição à doença quanto ao sexo e pôde-se verificar a maior frequência em relação a localização dos nódulos na parte do tronco e membros.

    Outubro - v. 11, No. 10, p. 0947-1073 (2017)
  • O Hemangiopericitoma é um tumor de tecidos moles frequente em cães. Tem origem mesenquimal sendo formado a partir dos pericitos. É invasivo mas, raramente, provoca metástases. Desenvolve-se atingindo o tecido celular subcutâneo e o cutâneo e, nos cães, localiza-se com mais frequência em membros locomotores. O diagnóstico definitivo é estabelecido pela histopatologia do tumor e a sua subtificação é possível pelo uso da imunohistoquímica. A exérese cirúrgica da massa tumoral com a retirada de margens de segurança adequadas ou a amputação do membro locomotor continuam sendo as condutas cirúrgicas mais indicadas. Este tratamento pode ser complementado com quimioterapia, radioterapia, terapia fotodinâmica com fotossensibilizador ou eletroquimioterapia. Entretanto, as recidivas são comuns. Este trabalho relata, o diagnóstico, o tratamento cirúrgico e o acompanhamento por dois anos de um caso de hemangiopericitoma canino de localização atípica.

    Abr. 4 - v. 6, No. 15, p. Art. 1352-1356 (2012)
  • Um cão macho, pastor alemão, com 14 anos, foi atendido no CECCA – PUC Betim (Clínica e Cirurgia de Animais), apresentando prostração, redução de apetite, e em decúbito lateral. O exame clínico revelou hipertermia, desidratação acentuada, taquicardia, estertor úmido, presença de secreção bilateral nas narinas, caquexia e reflexos dos membros posteriores aumentados. Apartir dos sinais clínicos foi suspeitado: Acidente Vascular Cerebral, Cinomose e Tumor Cerebral. O acidente vascular cerebral (AVC) é uma doença rara em cães e geralmente é causada por uma isquemia ou hemorragias dentro do parênquima cerebral. O diagnóstico se baseia primeiramente nos sinais neurológicos, delírio, coma, paralisia uni ou bilateral, sendo confirmado através de tomografia computadorizada e ressonância magnética, ou somente de diagnóstico histológico e necropsia. Tratamento inclui a prevenção a doenças cardiovasculares e metabólicas, e após o quadro instalado, pode se fazer o uso de trombolíticos, vasodilatadores cerebrais, corticóides e vitaminas do complexo B. Conclui se que a histopatológica é fundamental para diagnostico diferencial de cinomose, neoplasias cerebral.

    Ago. 2 - v. 6, No. 25, p. Art. 1411-1416 (2012)
  • O CD44 é uma molécula de adesão, multifuncional pertencente à família de glicoproteínas transmembranas e está intimamente relacionada com a progressão tumoral. Este trabalho teve como objetivos: avaliar a imunomarcação de CD44 nas neoplasias mamárias malignas da cadela, com e sem metástase em linfonodos regionais; associá-la como fator prognóstico na detecção precoce de metástase; relacioná-la com a imunomarcação de MMP-9, E-caderina e VEGF. Compuseram os grupos experimentais, cadelas com tumor mamário, com (Grupo M) ou sem metástase (Grupo N) detectável em linfonodos. As neoplasias mamárias foram classificadas de acordo com a Organização Mundial de Saúde. Para isso utilizou-se a técnica de imuno-histoquímica, em amostras incluídas em parafina. Para a determinação da porcentagem de imunomarcação considerou-se somente as células epiteliais neoplásicas. Para o anticorpo CD44 contou-se as marcações em linfócitos T nos linfonodos dos dois grupos. As marcações em linfócitos T foram maiores no grupo N e menores no grupo M. Observou-se aumento significativo na marcação do CD44 do sítio primário do tumor (células epiteliais neoplásicas) para a metástase, assim como nas marcações de MMP-9 e E-caderina. Concluiu-se que o CD44 pode atuar em conjunto com outras moléculas, tais como a MMP-9 e a E-caderina. Propõe-se que a detecção precoce de micrometástase seja feita em linfócitos T nos linfonodos drenantes das neoplasias mamárias malignas de cadelas.

    Mar. 1 - v. 6, No. 08, p. Art. 1307-1312 (2012)
  • Tendo em vista a elevada incidência das neoplasias mamárias nas cadelas, este trabalho teve como objetivo investigar os marcadores de prognóstico nos tumores malignos caninos. Para a realização deste estudo foram selecionadas 30 amostras de tumores mamários de cadelas. As amostras foram divididas em 3 grupos, de acordo com a classificação histopatológica sendo, carcinossarcoma, carcinoma sólido, carcinoma tubulopapilar. A avaliação dos marcadores de prognóstico Ki-67, p53, foi conduzida por imuno-histoquímica, utilizando-se a técnica estreptoavidina-biotina-peroxidase. Para o Ki-67 a diferença significativa foi vista entre o carcinoma sólido e carcinoma tubulopapilar. O gene p53 apresentou diferença significativa (P<0,05) entre a imunorreatividade do carcinossarcoma e do carcinoma sólido e tubulopapilar. 

    Mai. 1 - v. 6, No. 16, p. Art. 1357-1362 (2012)
  • O Nefroblastoma é um tumor renal comum em suínos, aves e bovinos, sendo usualmente detectado por ocasião do abate. O tumor tem origem embrionária e acomete o rim e ocasionalmente suas proximidades e é comparável ao Tumor de Wilms dos seres humanos. O presente trabalho teve por objetivo o estudo histopatológico comparativo entre o nefroblastoma em animais de abate e o Tumor de Wilms em crianças. 

    Ago. 3 - v. 4, No. 27, p. Art. 893-898 (2010)
  • O hiperadrenocorticismo canino (HAC) é comum em cães de meia idade a idosos e não tem predisposição sexual. Tem como principais alterações clínicas poliúria, polidipsia, alopecia bilateral e abdômen penduloso. Este trabalho teve como objetivo relatar um caso de hiperadrenocorticismo por tumor adrenal, em uma cadela poodle de 10 anos de idade atendida no Hospital Veterinário de Uberaba. O animal apresentava sinais clínicos característicos dessa patologia e exames laboratoriais compatíveis com o quadro de hiperadrenocorticismo por tumor adrenal, foi submetida à adrenelectomia como tratamento, no entanto veio a óbito 5 horas após o procedimento, o exame histopatológico revelou hiperplasia da glândula adrenal.

    Out. 4 - v. 5, No. 39, p. Art. 1251-1257 (2011)
  • O feocromocitoma é o tumor mais frequente da medular da adrenal, originado de células cromafins denominadas de feocromócitos, que ocorrem não só na medular da adrenal como também nos paragânglios do sistema nervoso simpático. É uma neoplasia rara nos cães, responsável por aproximadamente 0,01 a 0,13% dos tumores caninos, sendo ainda mais raro em gatos. Os exames laboratoriais, na suspeita de feocromocitoma, procuram comprovar a hipersecreção de catecolaminas e deve proceder a propedêutica por imagens. A pesquisa deve ser iniciada pelas dosagens basais de catecolaminas e seus metabólitos na urina e no sangue. Um cão Fox paulistinha, macho, de dez anos de idade, foi encaminhado ao Hospital Veterinário de Uberaba com queixa principal de vômito, diarréia com sangue e anúria. O animal veio a óbito e encaminhado para o laboratório de Anatomia Patológica, onde foi realizada a necropsia. Apresentou uma neoplasia de aspecto gorduroso na glândula adrenal do rim direito, tendo metástase neste rim e em partes do intestino delgado.

    Out. 3 - v. 5, No. 38, p. Art. 1245-1250 (2011)
  • Quimiodectoma é a neoplasia maligna ou benigna, comumente localizada na base do coração, originárias de células quimiorreceptoras.O presente trabalho relata um caso de quimiodectoma em um cão macho da raça Fila Brasileiro de 11 anos. O animal apresentava tosse freqüente, quadros de dispnéia e edema nos membros. Na necropsia diagnosticou-se a causa como sendo quimiodectoma no tronco carotídeo, com metástases no pulmão, fígado, baço e pâncreas. A causa do quimiodectoma é desconhecida, porém até o momento tem se observado características comuns como a presença de uma doença respiratória crônica, associada a neoplasias.

    Ago. 4 - v. 5, No. 31, p. Art. 1198-1204 (2011)
  • Este trabalho teve por objetivo identificar a prevalência de melanoma em equinos abatidos em matadouro-frigorífico do Estado de Minas Gerais no período de 2004 a 2008 e o destino dessas carcaças inspecionadas durante exame sanitário post-mortem, baseando-se no diagnóstico macros­cópico das lesões observadas, haja vista que neste frigorífico abateram-se animais de diferentes idades, cores, raças e procedências. Para a pesquisa de melanoma em carcaças o SIF faz observação do dianteiro da carcaça após a técnica do “despaletamento”, mediante a abertura da musculatura da paleta, onde detecta lesão localizada quando se limita a área da paleta, lesões generalizadas se devem a disseminação de tumores ao longo da carcaça. E por meio dos resultados das constatações executados pela equipe da inspeção é que se tem a oportunidade de firmar-se um diagnóstico e um julgamento de caso por caso e dar-se logo o destino às carnes. E no período analisado (2004 a 2008) foram abatidos 137.769 equinos, sendo registrados 1.838 acometidos pelo melanoma, com prevalência de 1,33%. Foi feito qui-quadrado e houve diferença estatística significativa entre os anos. Dos animais acometidos, 39,17% foram destinados a graxaria e 60,82% ao aproveitamento condicional.

    Jan. 1 - v. 6, No. 01, p. Art. 1264-1269 (2012)

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