Resultado da pesquisa

  • Os gatos frequentemente são sujeitos a traumas devido a hábitos comportamentais, no entanto, os casos de traumas envolvendo a língua são raros, provavelmente devido à posição intra-oral de tal órgão. Devido a essa raridade, descreve-se o caso de um felino atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Piauí com trauma oral, que ocasionou perda dentária e ferida lacerativa lingual. Foi feita sutura simples para reaproximação das bordas lingual. O animal apresentou boa recuperação e no primeiro dia pós-operatório demonstrou apetite conseguindo ingerir alimentos pastosos. A ferida lingual deste gato se reepitelizou rapidamente, condição proporcionada pela boa vascularização da cavidade oral.

    Setembro - v. 11, No. 09, p. 840-946 (2017)
  • Descreve-se um caso de atendimento a animal, felino, adulto, fêmea, com diagnóstico de hérnia diafragmática crônica tendo o útero gravídico em fase final de gestação como parte do conteúdo herniário. O gradativo crescimento fetal no decorrer da gestação determinou importante comprometimento respiratório. A gravidade do quadro exigiu interrupção cirúrgica da gestação com posterior herniorrafia por flape peritoneal, porém não houve êxito e o animal veio a óbito ao final do procedimento cirúrgico. O óbito foi atribuído à cronicidade e gravidade da condição clínica em que se encontrava. Este relato ressalta a importância da correção imediata de hérnias diafragmáticas e do acompanhamento pré-natal durante a gestação.

    Junho - v. 11, No. 06, p. 538-645 (2017)
  • A maioria dos defeitos no palato, independente de serem consequências de traumas, infecções crônicas, neoplasias ou alterações congênitas, só pode ser corrigida cirurgicamente, visto que existe o risco de aspiração de alimentos para a via respiratória. O presente trabalho tem por objetivo relatar o caso de um gato atendido no HVU – UFPI com fenda palatina secundária por trauma e que foi corrigido cirurgicamente utilizando a técnica de retalho bipediculado deslizante (técnica de Von Langebeck).

    Julho - v. 11, No. 07, p. 646-743 (2017)
  • Fraturas de mandíbula e maxila são comuns em cães e gatos, representando 3% de todas as fraturas em cães e 15% das que ocorrem em gatos, a principal etiologia dos traumatismos geralmente são os atropelamentos, quedas e brigas. Muitos tratamentos são propostos para a correção desse defeito, como o uso de pino intramedular, a fixação esquelética externa, a cerclagem e o uso de acrílicos e placas ósseas. O presente estudo relata o caso de um cão da raça Poodle, adulto, apresentando fraturas na mandíbula, com perda óssea, além de lesão ocular, causados por mordeduras de outro animal. A técnica utilizada neste foi a transfixação com pino intramedular liso de Kirschner para a região rostral, associada à placa óssea para a área do corpo mandibular. O tratamento prescrito no período pós-operatório foi a base de antibiótico, antiinflamatório e analgésico e dieta pastosa. A recuperação total do animal se deu após 30 dias de procedimento cirúrgico.

    Nov. 1 - v. 5, No. 40, p. Art. 1258-1263 (2011)
  • As complicações tardias de lesão medular em gatos não são bem conhecidas. Os atuais métodos de imagem permitem a aquisição de informações mais detalhadas e direcionam a escolha do tratamento. Avaliamos 22 gatos, e em 6, traçamos um panorama epidemiológico tardio de lesões traumáticas na medula espinhal, caracterizando sua evolução natural por meio de tomografia computadorizada (TC). As causas de trauma nos animais avaliados foram: queda através da janela de apartamento; acidente automobilístico; arma de fogo; e agressão humana intencional. O local do trauma foi: T7 a T11 em 3 gatos; T12 a L2 em 17 gatos; L3 a L7 em 2 gatos. Através da TC observamos a presença de área hipoatenuante circundante com atrofia da medula espinhal nos 6 gatos. Lesão compressiva estava ausente em um animal, em um era discreta, e grave em outros quatro. Fraturas nos compartimentos dorsal e ventral foram observadas em 50% e em 33,34% dos casos, respectivamente. Em três animais a lesão foi múltipla e envolveu os pedículos e discos intervertebrais. Apesar de ter sido possível localizar e descrever as lesões no tecido ósseo, a observação e classificação das lesões em tecidos moles adjacentes foram insatisfatórias. Poucos animais sobreviveram após o traumatismo na medula espinhal ao longo dos três anos de observação, desta forma indicamos que outras ferramentas de diagnóstico como a ressonância magnética e a eletroneuromiografia sejam utilizadas para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais eficazes objetivando aumentar a expectativa de vida com qualidade dos animais portadores de lesão medular.

    Jul. 3 - v. 5, No. 26, p. Art. 11765-1170 (2011)
  • Traumatismo craniano consiste em lesões agudas e crônicas ao encéfalo, incluindo os hemisférios cerebrais, cerebelo e tronco cerebral. É relatado um caso de um gambá macho Didelphis albiventris, apresentando movimentos descoordenados e pupila dilatada hiperestesia no abdômen, falta de coordenação e paralisia nos membros pelvinos. O tratamento prescrito foi Dexametasona e Ácido tranexâmico nas doses de 1 mg/Kg e 10 mg/Kg respectivamente. Observou-se efetividade do tratamento do gambá vítima de traumatismo craniano.

    Maio 2 - v. 5, No. 17, p. Art. 1106-1111 (2011)

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