Resultado da pesquisa

  • Considerando que os pequenos produtores do município de Carlinda (MT) têm como principal atividade econômica a produção de leite e, considerando que a mastite bovina se mostra como uma das causas de queda na produção do leite e desvalorização do rebanho, o objetivo deste trabalho foi o de identificar a incidência, a prevalência e as causas da ocorrência da mastite bovina na cidade de Carlinda, região norte mato-grossense. O trabalho foi realizado em 8 propriedades sendo 4 com ordenha mecânica e 4 com ordenha manual. Usou-se o CMT (Califórnia Mastitis Test). A amostra coletada foi misturada com o reagente e homogeneizada e leitura após 10 segundos. O resultado foi classificado como negativo (0), positivo que variam de traços (leve formação de gel) a fracamente positivo (+), reação positiva (++) e reação fortemente positiva (+++). Observou-se que 87,5% do rebanho de gado leiteiro do setor dessa comunidade apresentam resultado positivo para a prevalência de mastite, sendo em 100% das propriedades de ordenha manual e 75% das com ordenha mecânica. Das vacas ordenhadas manualmente, 37,5% eram positivas no teste CMT e 62,5% negativas. Das ordenhadas mecanicamente, 30% foram positivas e 70% negativas. Das propriedades estudadas, em 62,5% delas foi considerada de higiene boa e 37,5% ruim. É importante relatar que uso de pré e pós ”dipping” não foi observado em nenhuma propriedade (alguns nem conhecem os procedimentos). Diante dos resultados pode se afirmar que a mastite está presente na maioria dos rebanhos leiteiros do município de Carlinda (MT) e os tipos de ordenha não apresentaram interferência na prevalência da mastite subclínica no rebanho.

    Agosto - v. 11, No. 08, p. 744-839 (2017)
  • Neste estudo foi avaliada a atividade leiteira de 90,6% dos produtores de leite da agricultura familiar do município de Parnaíba, Piauí. Os dados foram obtidos por meio de entrevistas realizadas nas propriedades, utilizando-se questionários. A maioria dos proprietários não concluiu o ensino fundamental (61,9%) e está na atividade leiteira há mais de 10 anos (81,2%). A ordenha é predominantemente manual (81,6%) e com o bezerro ao pé (91,8%). A caneca telada para manejo higiênico da ordenha é utilizada por apenas 16,6% dos produtores e 37,6% do leite é vendido de maneira informal. A cura do umbigo com imersão de iodo é conduzida em 50% das propriedades e a vacinação contra brucelose em 60,4% delas. Apesar da proibição, em 66,7% das propriedades são utilizadas avermectinas em vacas em lactação, que também é o medicamento mais utilizado para controle de carrapatos. O sistema de produção adotado baseia-se na oferta de forragem no cocho e administração de ração durante todo o ano, o que torna elevado o custo de produção. O reduzido nível de informações básicas sobre o manejo sanitário preventivo do rebanho, predispõe ao surgimento e disseminação de enfermidades, contribuindo para elevação do custo de produção, além de gerar risco para saúde humana.

    Fev. 3 - v. 6, No. 06, p. Art. 1295-1300 (2012)
  • O mercado consumidor está cada vez mais preocupado com os alimentos de origem animal que consomem e principalmente nas condições em que os mesmos são mantidos durante o período de produção. A avicultura de postura é um dos setores em que essas preocupações tornam-se cada vez mais exigentes, pois, na avicultura industrial esses animais são criados em gaiolas durante todo o ciclo de produção, apesar de o espaço ser considerado suficiente para que essas aves possam movimentar-se, tal espaço não permite que as aves possam expressar algumas características do seu comportamento natural (tomar banho de areia, subir e descer de poleiros, terem um ambiente amplo para explorar) esse comportamento é observado em sistema semi-confinado, caipira, ou orgânico.  Apesar de esses sistemas terem certa semelhança, se diferem em alguns aspectos, o orgânico é certificado por órgãos responsáveis, que podem ser empresas certificadoras, que por sua vez são fiscalizadas pelo MAPA (Ministério da Agricultura e Abastecimento), o que o diferencia dos demais. A sanidade no caso da criação orgânica deve ser feita sem o uso que medicamentos veterinários, e apenas as vacinas de caráter obrigatório devem ser oferecidas aos animais, garantindo uma produção dentro dos padrões de exigência da organização internacional de produção orgânica.

    Abr. - v. 10, No. 04, p. 271-355 (2016)
  • O grande desenvolvimento de métodos moleculares permitiram uma revolução na detecção e quantificação de agentes patogênicos, tanto na saúde humana como na saúde animal. A reação em cadeia da Polimerase (PCR) e seus derivados metodológicos permitem hoje a identificação de doenças precocemente, a identificação de animais portadores de doenças, evitando sua dispersão na prole ou rebanho, bem como o diagnóstico preciso e rápido, permitindo uma rápida intervenção, o que aumenta a sanidade dos rebanhos e conseqüentemente, a qualidade do alimento oferecido ao consumidor. 

    Maio 2 - v. 4, No. 18, p. Art. 830-836 (2010)
  • O Brasil é um dos países que mais se desenvolveu nestes últimos anos no setor pecuário, devido a alta demanda, principalmente de consumidores estrangeiros. O Objetivo deste trabalho é apresentar a comunidade acadêmica e profissionais da área, a importância da limpeza e desinfecção das instalações zootécnicas utilizadas para a criação intensiva de animais, são técnicas simples de serem realizadas, podendo até mesmo serem implantadas como um programa nas diversas criações animais, melhorando consequentemente a saúde animal, aumentando o desempenho e a produção de carne, leite, ovos ou matéria prima de qualidade para as indústrias processadoras.

    Fev. 3 - v. 4, No. 07, p. Art. 752-758 (2010)
  • A rinotraqueíte infecciosa bovina (IBR) é uma infecção específica dos bovinos provocada pelo herpes-vírus. Esta enfermidade provoca impacto econômico negativo sobre o sistema de produção de bovinos, advindo do retardo do crescimento de animais jovens, da redução da produção leiteira, da mortalidade embrionária e do abortamento, com maior frequência no segundo ou terceiro trimestres de gestação. Há disseminação do herpes-vírus bovino tipo 1 (HVB-1) por todas as regiões do Brasil, atingindo elevados índices de infecção nos rebanhos. Esta revisão pretende reunir e abordar os principais aspectos dessa enfermidade, com o intuito de alertar os profissionais para a realização de um controle efetivo e de programas de prevenção eficientes, evitando-se a propagação desta doença nos rebanhos bovinos.

    Fev. 2 - v. 8, No. 04, p. 0340-0443 (2014)
  • Fev. 1 - v. 8, No. 03, p. 0230-0339 (2014)
  • A artrite encefalite caprina (CAE) é uma síndrome degenerativa progressiva lenta, multissistêmica, provocada pelo Retrovírus Tipo C da subfamília Lentivirinae, afetando os sistemas articular, mamário e nervoso, acarretando grandes prejuízos econômicos, pela morte ou descarte de animais, pela queda na produção, perda de peso, predisposição a infecções secundárias, e gastas com tratamentos e assistência de médicos veterinários. Os sinais clínicos mais frequentes são artrite, mastite e encefalites, apesar de muitos dos animais infectados permaneçam assintomáticos. A forma mais importante de transmissão é a transmissão vertical, por meio da ingestão de leite ou colostro infectado, contudo a transmissão horizontal também pode ocorrer. O controle da CAE consiste na tentativa de diminuir a infecção viral no rebanho. Tendo os cabritos separados das mães ao nascer, devendo ser alimentados com colostro pasteurizado. A CAE consta na lista de doenças de notificação obrigatória da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), ressaltando a importância da identificação da doença na região (OIE, 2011a).

    Nov. 1 - v. 8, No. 21, p. 2550-2674 (2014)
  • A artrite encefalite caprina (CAE) é uma enfermidade viral multissistêmica que afeta principalmente os sistemas nervoso, articular e mamário, acarretando grandes prejuízos econômicos. Com o presente trabalho teve-se como objetivo avaliar a prevalência da artrite encefalite caprina no rebanho caprino do município de Alegre/ES, e os fatores de risco para ocorrência dessa doença. Foram selecionadas aleatoriamente sete propriedades no município, e aplicadas entrevistas socioeconômica e de manejo da propriedade. Amostras de sangue foram coletadas de todos os caprinos com mais de seis meses de idade, armazenadas e enviadas ao Laboratório de Inspeção de Produtos de Origem Animal CCA-UFES, para realização do teste sorológico de imunodifusão em gel de Agar (IDGA-Biovetech®), seguindo todas as orientações do fabricante. Foram avaliados soro de 156 animais, de sete propriedades, no qual 12 animais foram sororeagentes, contabilizando uma prevalência de 7,69% da CAE no município de Alegre. As principais variáveis avaliadas (manejo reprodutivo, participação de feiras eventos, presença de assistência técnica, presença de banco de colostro, tratamento térmico do colostro, tipo de ordenha) não apresentaram significância estatística (p>0,05) para ocorrência da CAE, sendo necessários mais estudos na tentativa de elucidar os possíveis fatores de risco que favoreçam a ocorrência da doença na região. Apesar da baixa soroprevalência encontrada no munícipio de Alegre/ES, esforços devem ser dirigidos na tentativa de implantar medidas de controle e prevenção da enfermidade.

    Nov. 1 - v. 8, No. 21, p. 2550-2674 (2014)

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