Resultado da pesquisa

  • O caranguejo-uçá Ucides cordatus é um dos crustáceos com maior importância econômica no Brasil, sendo fonte de renda e trabalho às comunidades que vivem de sua pesca. Seu consumo é um dos atrativos da culinária do Nordeste do país, proporcionando sustentação a bares e restaurantes temáticos bastante apreciados pelos turistas. Os caranguejos não vendidos pelos pescadores ou pelos comerciantes são processados artesanalmente para extração da carne ou massa de caranguejo. Este trabalho teve como propósito diagnosticar a situação socioeconômica dos trabalhadores envolvidos nesta atividade, bem como as condições higiênico-sanitárias de processamento, manipulação e acondicionamento da carne de caranguejo em locais chamados de “quebradeiras”, verificando-se os parâmetros microbiológicos do produto. Foram avaliados oito locais de beneficiamento de carne de caranguejo, por meio de observações visuais, registros fotográficos, aplicação de questionário e entrevista semiestruturada. Amostras de carne de cada local foram coletadas para análise microbiológica (Coliformes termo tolerantes, Salmonella sp., estafilococus). Os resultados demonstraram um padrão semelhante de infraestrutura e práticas para o beneficiamento da carne nos diferentes locais. Foi constatado um baixo nível de escolaridade dos quebradores, baixa renda familiar e pouco conhecimento sobre contaminação e boas práticas na manipulação de alimentos. Ainda assim, os resultados microbiológicos das amostras de carne de caranguejo demonstraram um padrão sanitário satisfatório.

    Junho - v. 11, No. 6, p. In Press (2017)
  • Esta revisão tem por objetivo abordar de forma sucinta os aspectos relacionados ao bem-estar durante o período de manejo pré-abate dos ovinos com ênfase na qualidade da carne. O manejo pré-abate corresponde à etapa final da criação dos animais, fase que antecede o abate. O manejo pré-abate inclui uma série de atividades, como: tempo de jejum, embarque, transporte, desembarque, alojamento nas baias do frigorífico, período de descanso, atordoamento e abate que necessitam ser realizados com bem-estar animal. Animais de produção que são manejados na ausência do bem-estar, podem ter a qualidade da carne afetada. Conclui-se que a ovinocultura no Brasil é carente de informações dos benefícios de um manejo com bem-estar. São necessários vários estudos e conscientização na cadeia produtiva de ovinos, relacionados com o comportamento e bem-estar animal.

    Junho - v. 11, No. 6, p. In Press (2017)
  • No mercado internacional de carnes, o consumidor está cada vez mais exigente quanto à qualidade do produto e o bem-estar animal. Um dos aspectos que interferem na qualidade da carcaça são as contusões. Sendo assim, o presente trabalhou objetivou analisar a ocorrência de contusões em carcaças de bovinos, identificando a sua localização (traseiro, costelas e dianteiro), classificação e a propriedade de origem de cada carcaça.  O trabalho foi realizado em um matadouro-frigorífico de Uberlândia (MG), no mês de janeiro de 2010, onde foram avaliadas 697 carcaças bovinas. De acordo com a estatística, a distância entre as propriedades de origem dos animais e o abatedouro não teve relação significativa com os resultados. Do total de carcaças, 631 apresentaram contusões, sendo que apenas 06 tiveram lesões extensas por toda a carcaça. Do total de 2277 contusões, 1547 ocorreram no traseiro, 405 na região das costelas e 325 no dianteiro. As contusões de Grau I foram as mais encontradas, seguidas das de Grau II e, em menor frequência, as de Grau III. Apesar da alta ocorrência de contusões, principalmente no quarto traseiro, região onde se concentra os cortes nobres, a maioria das lesões foram de Grau I, ou seja, superficiais, afetando somente o tecido subcutâneo, o que torna o problema menos agravante.

    Fev. 3 - v. 5, No. 06, p. Art. 1026-1033 (2011)
  • Objetivou-se avaliar a inclusão de grãos de linhaça (Linum usitatissimum) na dieta de caprinos sobre o desenvolvimento corporal, características bioquímicas sanguíneas e características da carcaça de caprinos das raças Bôer e Anglonubiano. Foram divididos, aleatoriamente, 12 animais de duas raças, confinados, submetidos à dieta com 9,5% de grãos de linhaça e dieta controle. Dos 4 aos 12 meses de idade, os animais foram avaliados quanto ao desenvolvimento corporal, ganho de peso, conversão alimentar, rendimento de carcaça, níveis sanguíneos de triglicerídeos, colesterol e frações, e no músculo Longissimus dorsi avaliou-se, gordura total, ômega (ω) 3, ω 6, gorduras saturadas, ácidos graxos poliinsaturadas, razão ω6:ω3 e a razão gorduras saturadas/poliinsaturadas. As variáveis foram analisadas pela metodologia de BootStrap.   Com exceção dos triglicerídeos e VLDL (lipoproteína de muito baixa densidade), que aumentaram (P<0,05), nas demais características não houve diferenças (P>0,05). Conclui-se que o uso de grãos de linhaça não influenciou o desenvolvimento corporal, as variáveis bioquímicas e as características das carcaças de caprinos.

    Mai. 2 - v. 8, No. 10, p. 1136-1282 (2014)

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