Resultado da pesquisa

  • O objetivo dessa revisão de literatura foi descrever os parâmetros fisiológicos e comportamentais de ovelhas da raça Santa Inês de diferentes colorações de pelagens, criadas em ambientes com ou sem sombreamento. Os autores citados observaram parâmetros fisiológicos como temperatura retal, frequência respiratória, frequência cardíaca, atividades comportamentais, bem como a coloração do pelame. Houve consenso entre os diversos autores quanto ao efeito do período do dia, sobre a temperatura retal e frequência cardíaca dos animais, que se mostraram significativamente maiores no período da tarde do que do período da manhã. O turno da tarde apresentou condições de elevado estresse calórico, estando estes animais em situação de perigo, em relação ao índice de conforto térmico. Com relação à coloração do pelame, os aninais de pelame escuro apresentaram maior frequência respiratória do que os de pelame claro, podendo significar que estes animais não foram capazes de dissipar todo o calor necessário para manter sua temperatura corporal dentro do limite basal médio 39,1°C. Os animais mantidos ao sol dedicaram menor tempo diário à alimentação, realizando atividades que demandam menor movimentação, como ruminação e ócio, em relação aos animais mantidos em ambiente sombreado, onde a maior parte do tempo foi destinada às atividades de pastejo, que alcançaram ganho de peso com maior facilidade no mesmo período de tempo. Desta forma, o sombreamento artificial ou natural proporciona o conforto térmico, elevando o desempenho de produção, e apresentando o potencial da aptidão do animal, mantendo a temperatura corporal, temperatura retal, batimentos cardíacos e frequência respiratória a níveis normais, não despendendo de esforço para isso.

    Agosto - v. 11, No. 08, p. 744-839 (2017)
  • A ovinocultura é uma atividade de criação antiga, fazendo parte da civilização por séculos proporcionando lã, pele, leite e carne. Trata-se de um segmento da pecuária que está ocupando um ótimo espaço no mercado brasileiro e que tem a seu favor dentre outros fatores, a possibilidade de criação em diferentes tipos de manejo, tanto intensivo como extensivo. O objetivo do trabalho foi avaliar o grau de infestação por endoparasitos gastrintestinais em ovinos submetidos a dois sistemas de criação, intensiva e extensiva. As avaliações ocorreram em duas propriedades com raças Santa Inês e Dorper, sendo uma com manejo de criação intensiva contendo 110 animais e outra de criação extensiva contando com 137 ovinos. Foi utilizada a técnica de McMaster para a determinação de ovos por grama de fezes (OPG). Realizaram-se duas coletas em cada uma das propriedades com intervalo de 30 dias entre elas. Observou-se na criação intensiva que de 29 amostras de animais 14 encontravam-se positivas, sendo 8 da raça Santa Inês e 6 da Dorper, com um nível de infestação considerado leve na primeira avaliação. Já na segunda coleta os valores de OPG diminuíram consideravelmente apresentando-se apenas 2 animais Santa Inês e 1 da Dorper positivos. Enquanto que, na propriedade de criação extensiva, na primeira avaliação, dos 25 animais amostrados 10 foram positivos. Na segunda avaliação, houve uma redução para 3 positivos apenas. A criação extensiva apresentou um número médio de OPG maior que a intensiva embora tenha apresentado um menor número de animais positivos.

    Mar. 1 - v. 6, No. 08, p. Art. 1307-1312 (2012)
  • Um dos principais problemas sanitários observados em caprinos e ovinos do Estado de Pernambuco é a ocorrência de abortamentos e de defeitos congênitos, aos quais podem ser responsabilizados os Pestivírus, que ocorrem em bovinos em vários países, incluindo o Brasil. Para verificar o envolvimento dos Pestivírus nos abortamentos e má-formação foi realizado um inquérito soro epidemiológico em caprinos e ovinos criados no sertão Pernambucano, principal região produtora do estado. Foram submetidas ao teste de soro neutralização em micro placa, utilizando cepa-citopatogênica de BVDV-1 (NADL), 814 amostras de soros caprinos e ovinos. A prevalência encontrada foi de 10,9% (9,36≤p≤12,42) em caprinos e 7,0% (5,36≤p≤8,60) em ovinos. As amostras foram estratificadas segundo a categoria animal (matriz, reprodutor e jovem) e mesorregião de onde eram procedentes (Sertão Pernambucano e Sertão do São Francisco Pernambucano). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as espécies e nem entre os estratos. De acordo com as informações disponibilizadas, através de questionário investigativo, o aborto ocorreu em 70,9% (22/31) das criações e defeitos congênitos em 83,9% (26/31). Em 61,3% das criações, caprinos, ovinos e bovinos são criados conjuntamente. Pelos resultados obtidos pode-se concluir que os Pestivírus ocorrem em pequenos ruminantes, independente da categoria animal e das regiões estudadas, em baixa prevalência.

    Fev. - v. 10, No. 02, p. 111-189 (2016)

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