Resultado da pesquisa

  • Devido à escassez de trabalhos relacionados ao parasitismo no mundo, sendo assim percebe-se a importância de realizar uma revisão bibliográfica em artigos científicos, dissertações e teses em bancos de dados e periódicos de fácil acesso para os estudantes e pesquisadores acerca das ocorrências de parasitas em M. mola entre os anos de 1904 - 2017. A espécie de peixe conhecida popularmente como peixe lua (Mola mola: Molidae) são encontrados em todos os oceanos do mundo. O parasitismo pode ser uma das possíveis causas de encalhe desta família no Brasil, uma vez que existe um número de publicações cientificas reduzida de relatos de ocorrência da espécie M. mola. Foram encontrados 51 trabalhos relacionados a parasitos da espécie Mola mola no mundo, no estudo foram registrados 44 espécies de parasitos e 9 espécies são sinônimos, ou seja, são parasitos conhecidos por mais de um nome. O estudos possibilitou encontrar a ocorrência de parasitária em M. mola nos cinco filos e nos cinco continentes, destes houve maior registro de ocorrência parasitária na Europa nos filos Platylhelminte (n=28), Arthopoda (n=15) e Nematoda (n=1) e na América os filos Acanthocephala (n=1), Platylhelmintes (n=27) e Arthopoda (n=15), Oceania Platylhelmintes (n=7), Nematoda (n=1) e Arthopoda (n=14), na Ásia foram registrados os filos Platylhelmintes (n=3) e Arthopoda (n=5), na África foram registrados estudos apenas no filo Arthopoda (n=10) e algumas espécies os artigos científicos não identificaram o localidade do parasito encontrado impossibilitando de registrar o continente (NI) apresentou registro de parasitos nos filos Platylhelmintes (n=7), Arthopoda (n=3). Percebe-se a importância dos trabalhos de revisão de literatura, pois facilita o trabalho de futuros pesquisadores em agilizar a pesquisa.

  • O padrão de dispersão dos parasitas tem sido considerado de grande importância para a dinâmica populacional da relação hospedeiro-parasita. Este trabalho relata o primeiro registro do parasita monogenético Scomberocotyle scomberomori no hospedeiro Serra spanish mackerel, peixe da família Scombridae. Os resultados mostraram baixa prevalência (4,70%) do parasita S. scomberomori na câmara branquial do novo hospedeiro (Serra spanish mackerel - Scomberomorus brasiliensis).

    Fevereiro - v. 12, No. 2, p. In Press (2018)
  • O objetivo principal deste trabalho foi avaliar a determinação de processos de transformação da pele de peixes em couro, através do uso do tanino vegetal como agente curtente em peles de Linguado (Pleuronectesli neatus) e Robalo flecha (Centropomus undecimalis) e análise de resistência dos couros de Tilápia do Nilo (Oreocchromis niloticus) jovens e adultas e Parú (Chaetodipterus faber). Foram realizados curtimentos, divididos em duas etapas: Processos de Ribeira – curtimento (armazenamento, descarne, remolho, caleiro, desencalagem e píquel) e Processos de Recurtimento – acabamento (neutralização, recurtimento – tingimento, engraxe e secagem). Para as quatro espécies utilizadas durante o experimento, houve redução no uso de ácido fórmico. A proporção inicial era de 1% diminuindo para 0,5% na etapa de recurtimento, pois ao entrar em contato direto com as peles, a alta acidificação prejudicou o processo de curtimento e também a diminuição de 2% da soda barrilha. Para 1% durante o processo de caleiro, pois foi observado o rompimento das lamínulas de inserção das escamas, prejudicando o produto final. O curtimento dos couros de Robalos e Linguados resultou em um couro duro, sem condições para a realização das análises de resistência mecânicas, necessitando do desenvolvimento de novas metodologias para obtenção de um produto final macio e de fácil manuseio. Os corpos de prova foram feitos para os testes de: tração (N/mm²), alongamento (%) e rasgamento progressivo (N/mm), para os couros de Tilápia e Parú no dinamômetro EMIC® com velocidade de afastamento entre cargas de 100 ± 20 mm/mm. Os Couros de tilápias jovens e adultas apresentaram resistência à tração de 63,3 N/mm² e 42,6 N/mm², ao alongamento de 80,9 % e 64,3 % e ao rasgamento progressivo de 32,7 N/mm e 41,9 N/mm, respectivamente. Comprovando superioridade em relação ao couro de Parú onde apresentou resistência a tração de 56,8 N/mm², ao alongamento de 42,5 % e ao rasgamento progressivo de 20,9 N/mm. Os couros de Tilápias jovens e adultas e de Parús de acordo com a ABNT NBR 13525:2016 podem ser empregados para cabedal de moda, e os das Tilápias também podem ser utilizados para fins automotivos e moveis.

  • O conhecimento das doenças, o controle do uso de drogas, da alimentação, da qualidade de água e da presença de agentes patogênicos em todas as etapas do processo de produção aquícola é fundamental para a obtenção de produtos de boa qualidade e proteção da saúde pública, assim como para espécies terrestres, a sanidade é um dos aspectos mais relevantes para a produção comercial de animais aquáticos. Os riscos do surgimento de enfermidades aumentam proporcionalmente à elevação das densidades de estocagem de animais, da quantidade de alimento oferecido, de excretas produzidas, dos manejos e transportes frequentes. A flutuação dos parâmetros de qualidade da água em sistemas aquícolas gera estresse, que afeta o sistema imunológico dos peixes deixando-os susceptíveis ao ataque de patógenos.

    Junho - v. 11, No. 06, p. 538-645 (2017)
  • Com o aumento do número de criatórios e consequentemente, o incremento da procura e uso da água, os piscicultores podem ou até já estão se tornando alvos preferidos dos órgãos de controle ambiental, comprovadamente pela imposição de regras, leis e exigências, tanto no aspecto do uso do terreno, uso/reuso e despejo das águas, escolha, introdução e translocação de espécies exóticas ou nativas, quanto no aspecto sanitário do produto obtido. O desenvolvimento da atividade aquícola, juntamente com a tomada de consciência relativamente recente dos problemas ambientais, justifica plenamente a atenção que se deve oferecer ao item "qualidade da água", em especial àquela advinda de ação das criações intensivas e semiintensivas. Para a água utilizada na aquicultura, sugere-se que os criadores devam estabelecer normas de conduta quanto a sua obtenção, uso e reuso a sua disposição e se preocupem em aplicar métodos de avaliação e recuperação simples e objetivos.

    Janeiro - v. 11, No. 01, p. 1-102 (2017)
  • O Brasil é uma das maiores potências mundiais em piscicultura, com uma produção aqüicola e pesqueira alcançando volume superior a um milhão de toneladas em 2004. A produção aqüicola nacional vem crescendo em média 21,1% ao ano, superando estatisticamente outras atividades de importância nacional como a bovinocultura. Porém o consumo per capita é baixo, cerca de 6 kg ao ano devido ao alto custo do produto final e hábitos alimentares que valorizam o consumo da carne bovina. A carne de peixe constitui uma fonte protéica de alto valor biológico, além de ser avaliada nutricionalmente como benéfica à saúde humana por ser fonte importante de aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos. O peixe pode ser comercializado na forma in natura, refrigerado ou congelado, sendo a primeira a mais freqüente. A inspeção do produto ao ser comercializado deve ser criteriosamente observada, avaliando características organolépticas e presença de parasitos incrustados na carne. Os peixes quando cultivados, assim como os pescados, estão submetidos a fatores que levam ao estresse e, como conseqüência, podem surgir doenças concomitantes, especialmente doenças parasitárias, que constituem risco à saúde pública já que alguns desses parasitas provocam zoonoses. O aumento da incidência das zoonoses parasitárias está associado ao consumo da carne de peixe cru ou insuficientemente cozido, assim como hábitos alimentares que favoreçam a ingestão desse tipo de carne, como o “sushi” e o “sashimi” da cultura oriental. As principais zoonoses parasitárias transmissíveis pelo consumo inadequado de carne de peixe são a anisaquíase, eustrongilíase, a capilaríase, a fagicolose, a clonorquíase e a difilobotríase. Poucos são os relatos dessas parasitoses em humanos no Brasil, provavelmente pela falta de diagnóstico e não pela ausência das doenças no país. A inspeção sanitária de produtos oriundos do pescado ainda é escassa e estudos referentes à importância dos parasitas de peixes no país são reduzidos. Dessa forma, a melhor recomendação preventiva seria a abstinência do consumo da carne de peixe cru ou não cozida adequadamente, porém existem outras medidas profiláticas como o tratamento térmico, cocção, por exemplo, que seria capaz de eliminar a atividade parasitária tanto na forma adulta quanto larval, e o congelamento a -20ºC pelo período de sete dias, ou a -35ºC por período não inferior a quinze horas, também é descrito como eficaz na eliminação desses agentes parasitários. Autoridades sanitárias, piscicultores e médicos veterinários devem buscar maior controle no que diz respeito às enfermidades de peixes de caráter zoonótico, desde a produção até a comercialização do pescado, para diminuir as taxas de morbidade e mortalidade das criações, melhorar a qualidade do pescado destinado aos consumidores, evitando, por medida profilática, a propagação das zoonoses transmissíveis por peixes.

    Ago. 2 - v. 6, No. 25, p. Art. 1411-1416 (2012)
  • A aquicultura brasileira dispõe de grande diversidade de espécies nativas com potencial de cultivo em função da vasta biodiversidade das distintas bacias hidrográficas. Em razão dos custos com alimentação e da importância das espécies Colossoma macropomum e Piaractus brachypomus para a aquicultura brasileira, é indispensável o conhecimento das exigências nutricionais e fatores que podem influenciar a elaboração de rações balanceadas que permitam adequado desempenho produtivo do tambaqui e pirapitinga. Objetivou-se revisar resultados de pesquisas relacionados a nutrição de Colossoma macropomum e Piaractus brachypomus. Na literatura científica, as publicações se concentram na determinação das exigências nutricionais de proteína, energia e suas relações. São escassas avaliações direcionadas à determinação de exigências de aminoácidos, ácidos graxos essenciais, minerais e vitaminas, visto que, em sua maior parte, as dietas praticas fornecidas à essas espécies são formuladas utilizando exigências determinadas para espécies exóticas. A digestibilidade das frações proteicas e da energia de ingredientes comumente utilizados na alimentação de peixes nativos deve ser melhor esclarecida. Ainda a possibilidade de inclusão de alimentos alternativos na alimentação desses peixes deve ser avaliada, principalmente na espécie Piaractus brachypomus. Entre as espécies estudas foi a que apresentou maior carência de informações. Necessita-se aprofundar o conhecimento da utilização de lipídeos e carboidratos como fontes de energia, resultando em possível redução do nível proteico das rações. Os níveis apropriados de proteína e energia das rações são divergentes, havendo a necessidade de padronização dos experimentos.

    Dez. - v. 10, No. 12, p. 873-945 (2016)
  • O controle do desenvolvimento microbiano em rações utilizadas na alimentação animal é uma maneira de manter a qualidade higiênico-sanitário e desse modo prevenir o surgimento de alterações indesejáveis. O presente trabalho teve como objetivo verificar a ocorrência de fungos de campo e de armazenamento em uma ração para peixe e seus constituintes, e detectar o nível de contaminação por fungos de campo e de armazenamento em: amostras de farelo de milho e soja e, farinha de algaroba e o suplemento mineral vitamínico (PREMIX), utilizados na formulação de uma ração para peixes, e em amostras da mesma, armazenadas 0, 30,60 e 90 dias. Os experimentos foram conduzidos no Centro de Ciências Agrárias da Universidade Federal de Alagoas no laboratório de Microbiologia Agrícola. A ração e seus constituintes foram fornecidos pelo laboratório de Nutrição de Organismos Aquáticos. Para isolamento dos fungos foi utilizado o método das diluições em série seguido de semeadura em placas de Petri contendo meio de cultura e incubação no escuro a 28oC, quando foi calculado o número de Unidades Formadoras de Colônias (UFC). Entre os constituintes o maior número de UFC foi detectado no Premix e Farinha de algaroba (respectivamente 4,41x104 e 4,36x104) que não diferiram estatisticamente entre si. Com relação% de algaroba adicionada à ração, o maior número de UFC foi encontrado foi observado no tratamento 0% e o menor com 50%. Com relação ao tempo de armazenamento o maior número de UFC  ocorreu no tempo 0 e o menor aos 30 dias. Considerando-se a interação entre os dois fatores verifica-se que o maior número de UFC ocorreu no tempo 0  para tratamento sem farinha de algaroba (7,37x104) enquanto que o menor foi detectado ao 30 dias de armazenamento para 50 e 100% de algaroba adicionada (1,52x104). Foram identificados os fungos de campo Cladosporium e Bipolaris, e Aspergillus e Penicillium de armazenamento.

    Out. 3 - v. 4, No. 35, p. Art. 944-950 (2010)
  • Uma pesquisa foi desenvolvida no Município de Campos dos Goytacazes ao longo de três anos, com o objetivo de se obter um panorama da piscicultura local. Nesta abordagem, foram aplicados questionários aos comerciantes e pescadores, cujas principais perguntas foram relacionadas às espécies vendidas, preço, métodos de conservação, peixes mais vendidos e mais procurados, expectativas de melhora em relação à comercialização e exploração. Não foram verificadas variações ao longo dos três anos para a venda de peixes, esta estabilidade dos preços, ocorreu principalmente pela baixa inflação no período avaliado. Não ocorreu variação dos locais de extração dos peixes comercializados, visto que todos são pertencentes a lagoas, rios e mares próximos. A comercialização de espécies marinhas e de água doce no município de Campos está se desenvolvendo lentamente. Os comerciantes e pescadores têm expectativas de melhoras desde que se tenha maior investimento em infraestrutura por parte do poder público.

    Ago. 1 - v. 5, No. 28, p. Art. 1178-1184 (2011)
  • O cromo é um mineral existente em diferentes valências, sendo que a hexavalente é considerada tóxica. Para suplementação animal, a valência utilizada é a trivalente, onde há relatos de total segurança para animais. O cromo atua como potencializador da atividade da insulina, além de exercer alguns efeitos diretos ou indiretos no metabolismo de lipídios, carboidratos e proteínas. Trabalhos demonstram que a presença do cromo diminui o cortisol, quando animais estão passando por estresse. E ainda, há relatos da atividade direta do cromo com sistema imunológico. Em peixes, acreditam-se que fontes inorgânicas e orgânicas podem proporcionar efeitos positivos na atividade da insulina, cortisol, no sistema imunológico e no metabolismo de lipídios, carboidratos e proteínas. Este artigo apresenta uma revisão bibliográfica acerca de trabalhos realizados com diferentes espécies de peixes com suplementação de cromo, demonstrando alterações em cortisol, glicose, colesterol, sistema imunológico e no metabolismo de proteínas e carboidratos.

    Jul. 2 - v. 5, No. 25, p. Art. 1157-1164 (2011)
  • O experimento foi conduzido com o objetivo de avaliar o coeficiente de digestibilidade aparente dos nutrientes de rações para juvenis de tambaqui com níveis crescentes de substituição do milho pela farinha de crueira de mandioca. Foram utilizados 336 juvenis de tambaqui com peso médio de 34,5 ± 6,5. O delineamento experimental foi inteiramente casualizado com seis tratamentos e quatro repetições, perfazendo 24 unidades experimentais. As rações foram formuladas de modo a serem isoprotéicas (36% PB) e isocalóricas (3500 kcal ED/kg), com níveis crescentes de substituição (0, 20, 40, 60, 80 e 100%) do milho pela farinha de crueira de mandioca, correspondendo aos tratamentos controle, I, II, III, IV e V, respectivamente. Os peixes foram alimentados diariamente nos horários de 9:00, 13:00 e 17:30 horas, sendo as fezes coletadas por decantação na coluna da água em intervalos de uma hora. A determinação do coeficiente de digestibilidade aparente (CDA) foi realizada pelo método indireto, sendo utilizado como marcador externo 0,5% de óxido de cromo (Cr2O3) incorporados às rações. Os resultados demonstraram que a substituição total do milho pela farinha de crueira de mandioca em rações para juvenis de tambaqui não compromete a digestibilidade aparente dos nutrientes.

    Jul. 2 - v. 8, No. 14, p. 1698-1821 (2014)
  • O presente trabalho avaliou a qualidade microbiológica do pirarucu salgado-seco comercializado em duas feiras do Estado do Amazonas. Foram adquiridas amostras de vinte peixes já salgado-seco procedente da Reserva de Desenvolvimento Sustentável Uaiti-Paraná, em Fonte Boa e da feira da PANAIR em Manaus. Nos produtos das feiras da PANAIR e Fonte Boa observaram-se os seguintes resultados: para Salmonella sp, todas as amostras apresentaram resultado satisfatório (Ausência em 25g). Porém, os demais resultados todos em UFC/g: estafilococos (1,0x103; 1,2x103), bactérias halofílicas (2,6x103; 6,0x103) e fungos (2,5x10³; 5,1x10³) estão fora do limite permitido pela legislação brasileira. Portanto, os produtos estavam impróprios para o consumo humano, indicando a necessidade de tecnologias de higiene e manipulação para o processamento de pirarucu salgado seco isenta de riscos à saúde do consumidor.

    Fev. 2 - v. 8, No. 04, p. 0340-0443 (2014)
  • Out. 4 - v. 6, No. 35, p. Art. 1472-1477 (2012)

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