Resultado da pesquisa

  • O objetivo deste estudo foi avaliar a presença de parasitos em fezes de pombos alojados nas edificações do campus do Vale da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Este campus conta com 99 prédios e 85 foram vistoriados. Amostras fecais foram recolhidas de 17 (20%) deles e o diagnóstico parasitológico se baseou nos métodos de Willis-Mollay (WM), Lutz e Ziehl-Neelsen modificado (ZNm). Por WM e Lutz foram diagnosticados ovos de ascarídeos nas fezes coletadas nos prédios: 1. Departamento de Ecologia; 2. Instituto de Filosofia e Ciências Humanas. Larvas de nematóides foram recuperadas em fezes presentes em seis prédios: 1. Instituto de Informática; 2. Laboratório de Pesquisa do Centro de Biotecnologia; 3. Departamento de Minas da Escola de Engenharia; 4. Biblioteca do Instituto de Física; 5. Instituto de Química - Anfiteatro de Sala de Aula; 6. Laboratório de Informática. Por ZNm, as amostras foram negativas para oocistos de Cryptosporidium spp. As amostras fecais de pombos alojados nas edificações da universidade apresentaram estruturas parasitárias com potencial zoonótico. Conhecer esta diversidade é de fundamental importância para uma melhor gestão do manejo, preservando a saúde das pessoas que transitam pelo campus do Vale da UFRGS.

    Novembro - v. 11, No. 11, p. 1074-1187 (2017)
  • O Brasil é uma das maiores potências mundiais em piscicultura, com uma produção aqüicola e pesqueira alcançando volume superior a um milhão de toneladas em 2004. A produção aqüicola nacional vem crescendo em média 21,1% ao ano, superando estatisticamente outras atividades de importância nacional como a bovinocultura. Porém o consumo per capita é baixo, cerca de 6 kg ao ano devido ao alto custo do produto final e hábitos alimentares que valorizam o consumo da carne bovina. A carne de peixe constitui uma fonte protéica de alto valor biológico, além de ser avaliada nutricionalmente como benéfica à saúde humana por ser fonte importante de aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos. O peixe pode ser comercializado na forma in natura, refrigerado ou congelado, sendo a primeira a mais freqüente. A inspeção do produto ao ser comercializado deve ser criteriosamente observada, avaliando características organolépticas e presença de parasitos incrustados na carne. Os peixes quando cultivados, assim como os pescados, estão submetidos a fatores que levam ao estresse e, como conseqüência, podem surgir doenças concomitantes, especialmente doenças parasitárias, que constituem risco à saúde pública já que alguns desses parasitas provocam zoonoses. O aumento da incidência das zoonoses parasitárias está associado ao consumo da carne de peixe cru ou insuficientemente cozido, assim como hábitos alimentares que favoreçam a ingestão desse tipo de carne, como o “sushi” e o “sashimi” da cultura oriental. As principais zoonoses parasitárias transmissíveis pelo consumo inadequado de carne de peixe são a anisaquíase, eustrongilíase, a capilaríase, a fagicolose, a clonorquíase e a difilobotríase. Poucos são os relatos dessas parasitoses em humanos no Brasil, provavelmente pela falta de diagnóstico e não pela ausência das doenças no país. A inspeção sanitária de produtos oriundos do pescado ainda é escassa e estudos referentes à importância dos parasitas de peixes no país são reduzidos. Dessa forma, a melhor recomendação preventiva seria a abstinência do consumo da carne de peixe cru ou não cozida adequadamente, porém existem outras medidas profiláticas como o tratamento térmico, cocção, por exemplo, que seria capaz de eliminar a atividade parasitária tanto na forma adulta quanto larval, e o congelamento a -20ºC pelo período de sete dias, ou a -35ºC por período não inferior a quinze horas, também é descrito como eficaz na eliminação desses agentes parasitários. Autoridades sanitárias, piscicultores e médicos veterinários devem buscar maior controle no que diz respeito às enfermidades de peixes de caráter zoonótico, desde a produção até a comercialização do pescado, para diminuir as taxas de morbidade e mortalidade das criações, melhorar a qualidade do pescado destinado aos consumidores, evitando, por medida profilática, a propagação das zoonoses transmissíveis por peixes.

    Ago. 2 - v. 6, No. 25, p. Art. 1411-1416 (2012)
  • Entre os locais mais acometidos pelas neoplasias em cães, estão os de cavidade oral e de faringe, destacando como mais frequentes o épulis e a papilomatose oral. As raças predispostas a esta patologia são o boxer e o Bull dog, sendo os animais do sexo masculino mais afetado. É uma patologia de caráter benigno localizados na gengiva próximo as dentes incisivos. No presente trabalho serão relatados quatro casos de épulis fibromatoso periodontal em cães machos, adultos, da raça boxer, diagnosticados entre 2010 a 2012, através da necropsia, no Laboratório de Patologia Animal do Hospital Veterinário de Uberaba. Clinicamente antes do óbito esses animais apresentavam sialorréia, dificuldade de se alimentar, perda de peso e halitose. Foi avaliado as características macroscópicas e celulares pela realização do histopatológico e citopatologia desta neoformação.

     

    Ago. 2 - v. 6, No. 25, p. Art. 1411-1416 (2012)
  • O objetivo deste estudo foi determinar a prevalência de parasitos intestinais em galinhas caipiras criadas em regime extensivo na região metropolitana de Porto Alegre, RS. Foram analisadas 112 amostras fecais de aves de 14 propriedades e processadas pelas técnicas de flutuação com solução saturada de cloreto de sódio e de sedimentação espontânea. Treze propriedades (92,9%) apresentaram aves parasitadas. A prevalência geral foi de 55,4% (62/112) das aves parasitadas, com ovos de helmintos dos gêneros Capillaria, Heterakis, Ascaridia, Strongyloides, Strongyloidea e protozoários do gênero Eimeria. O único cestóide encontrado foi o do gênero Choanotaenia. Capillaria spp. foi o helminto mais prevalente (78,6%) independente de município. O diagnóstico parasitológico pelas amostras fecais é uma ferramenta adequada para auxiliar no controle de verminoses. Embora a prevalência detectada foi alta, os criadores não evidenciaram nenhum problema sanitário nas aves

    Set. - v. 10, No. 09, p. 636-720 (2016)
  • Neospora caninum é um protozoário que foi reconhecido em cães em 1984, trata-se de enfermidade neurológica que foi diagnosticada em filhotes de cães, os quais apresentavam encefalomielite, miosite e paresia dos membros. Parasitos livres foram encontrados no cérebro e nos músculos dos cães, e formas encistadas no cérebro, que se assemelhavam a Toxoplasma gondii, porém, os testes sorológicos realizados foram negativos para o mesmo. Pouco tempo depois, tornou-se a analisar os cortes histológicos dos cães mortos em 1984, onde foi identificado um novo gênero, Neospora, e a nova espécie Neospora caninum. A determinação baseou-se pelos sinais clínicos os quais foram relacionados à paresia e paralisia dos membros pélvicos os quais não são observados na toxoplasmose. Assim como, notou-se que a espessura da parede do cisto de N. caninum é menos delgada que a de T. gondii.

    Nov. 4 - v. 4, No. 39, p. Art. 974-979 (2010)
  • A fitoterapia é definida como sendo o ramo da ciência médica que utiliza plantas, drogas vegetais e seus preparados para o tratamento de enfermidades. Umas das plantas comumente usadas na fitoterapia é a erva-de-santa-maria (Chenopodium ambrosioides). É uma espécie nativa na América tropical, sendo que botânicos indicam o México como local de origem. O óleo essencial do Chenopodium ambrosioides é tóxico, devido principalmente ao ascaridol. A toxidade desses óleos constitui uma proteção da planta contra predadores e infestantes, atrativos para sua polinização, repelente contra herbívoros. A erva-de-santa-mariatem como propriedade uma ação anti-helmíntica, principalmente para os parasitos do intestino delgado. O interesse da comunidade veterinária surgiu em virtude da identificação de métodos tradicionais no tratamento de parasitoses em animais. É imprescindível devido aos grandes incômodos provocados, como dor intestinal, prurido anal e febre podendo levar à convulsão, retardo do crescimento, anorexia, diarréia, vômitos, desidratação, obstrução intestinal, hemorragias e até morte do animal. O aumento da utilização de plantas no tratamento de doenças está em alta, em substituição aos medicamentos alopáticos que apresentam alta toxicidade.

    Out. 3 - v. 4, No. 35, p. Art. 944-950 (2010)
  • A Leishmaniose Visceral Canina trata-se de uma doença de grande importância na saúde pública, uma vez que é uma zoonose que vem tomando dimensões preocupantes. Devido à urbanização dessa doença, há dificuldades no controle de vetores e reservatórios, além do desafio da conscientização da população e preparação de profissionais da saúde em diagnosticá-la e tratar os humanos acometidos. A maior preocupação é o diagnóstico precoce da doença e a eliminação, não só dos reservatórios caninos, mas também dos vetores. A Leishmaniose Visceral Canina encontra-se entre as doenças de maior interesse na saúde pública, sendo assim, doença com caráter de notificação compulsória e, uma vez que o animal é diagnosticado como positivo, legalmente tem o sacrifício como obrigatório. Essa doença tem caráter crônico, e pode causar a morte em indivíduos imunossuprimidos e em crianças se não for diagnosticada precocemente e tratada adequadamente.

    Out. 2 - v. 5, No. 37, p. Art. 1238-1244 (2011)
  • No presente trabalho relatam-se dois casos de infestação por Oestrus ovis em ovinos da raça Santa Inês, provenientes de um rebanho de 70 animais, em regime extensivo de criação situado na cidade de Araxá-MG. Os animais foram encaminhados ao Hospital Veterinário de Uberaba por estar ocorrendo alto índice de mortalidade do rebanho após aparecimento de secreção nasal intensa, anorexia e emagrecimento. Ao exame clínico os animais apresentaram sinais de doença respiratória. Após o exame clínico optou-se por realizar eutanásia do animal com pior condição clínica. Na necropsia foram observadas larvas de O. ovis nos seios nasais do animal. Foi prescrito tratamento para o rebanho com ivermectina (200g/Kg SC), associada a oxitetraciclina (20 mg/Kg IM), que mostrou-se efetivo segundo o proprietário. Não há relatos de infestação por O. ovis na  região.

    Ago. 4 - v. 5, No. 31, p. Art. 1198-1204 (2011)
  • A hemoncose é uma doença parasitaria importante para pecuária, sendo os ovinos e caprinos as espécies que apresentam um maior acometimento. Esta enfermidade é provocada pelo nematódeo de gênero Haemonchus sp., parasito de abomaso, medindo entre 1 a 2,5 cm. Trata-se da mais patogênica das helmintoses, provocando diminuição do ganho de peso, graves anemias, edemas de mucosa gástrica diminuindo a absorção de nutrientes, edemas externos denominados “edema de barbela”, sendo sua sintomatologia característica de hemoncose, além de provocar óbito em graves parasitoses. O objetivo deste trabalho foi descrever a fauna parasitária abomasal e a relação sexual do parasitismo por Haemonchus contortus. Foram coletadas amostras abomasais de caprinos após o abate, sendo recuperado um total de 12460 helmintos. Os animais abatidos foram observados no pré abate e pós abate. No pré abate foram observados pelos arrepiados e sem brilho além de anemias grave. Após o abate foi observado o parasitismo abomasal por H. contortus e T. axei, onde a carga parasitária do H. contortus representou mais de 98% do parasitismo, sendo a relação entre macho e fêmea equivalente, além do parasitismo observou-se lesões de mucosa provocado pela fixação do nematóide ao órgão e carcaça pálida.

    Ago. 4 - v. 5, No. 31, p. Art. 1198-1204 (2011)
  • Embora o Brasil possua um dos maiores rebanhos suinícolas do mundo, ainda apresenta baixos índices de produtividade suína, onde pequenas e médias propriedades respondem por uma grande parcela das criações. Os suínos são afetados por muitas espécies de parasitos que causam irritação na mucosa do trato gastrointestinal, falta do apetite interferindo no ganho de peso diário, desenvolvimento e consequentemente em sua produção. O presente objetivou efetuar um levantamento helmintológico em suínos procedentes de criações do município de Mossoró, Rio Grande do Norte. Foram analisadas 200 amostras de fezes de suínos coletadas no período de 2005 a 2009 e examinadas segundo bibliografias especializadas. Encontraram-se as seguintes espécies de helmintos: Ascaris suum, Balantidium coli e Isospora suis. O parasitismo mais prevalente foi por Isospora suis (50,0%), seguido por Balantidium coli (33,3%). Nas endoparasitoses com associação de mais de um parasito, em um único suíno (16,7%) foram encontrados I. suis associado a A. suum

    Jun. 4 - v. 5, No. 23, p. Art. 1143-1149 (2011)
  • O principal parasita de pequenos ruminantes em todas as regiões brasileiras é o Haemonchus contortus, um parasita hematófago que se localiza no abomaso dos ovinos. O objetivo da seguinte pesquisa foi realizar a avaliação comparativa entre método Famacha®, volume globular e o número de ovos por grama de fezes (OPG) em ovinos. Foram feitas coletas de fezes, de sangue e análises clínicas de Famacha® em 118 ovinos nos municípios do Prata e de Uberlândia (MG). Com base na análise dos resultados obtidos, pode-se afirmar que OPG e VG apresentaram correlação significativa (P < 0,05). Quanto à correlação do grau Famacha® com o VG, os resultados evidenciaram que os valores médios do VG diferem para cada nível do Famacha®, indicando também que de alguma forma o Famacha® se correlacionou com o VG (P < 0,05). E quando comparamos o OPG com o Famacha®, os valores médios do OPG se diferenciaram pra cada nível do Famacha®, indicando a correlação significativa (P < 0,05) deste com o OPG.

    Fev. 4 - v. 5, No. 07, p. Art. 1034-1041 (2011)

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