Resultado da pesquisa

  • Objetivou-se analisar a viabilidade do transferidor de leite adaptado à tubulação de vácuo da ordenha, apresentar sua composição, seu funcionamento e indicadores nos aspectos de mão-de-obra e qualidade do leite. A pesquisa foi realizada em uma propriedade rural, no munício de Piranguinho, MG, onde se produz leite com características de agricultura familiar, durante o período de agosto de 2015 até junho de 2016. Os dados foram colhidos através de visitas realizadas na propriedade onde foram feitas entrevistas e observações sobre o uso do equipamento. Foram utilizados resultados de análises de leite, em um período com e sem o uso do transferidor, visando investigar possíveis alterações de qualidade do leite. Dentre os resultados encontrados, destaca-se a confecção do transferidor do leite adaptado ao vácuo da ordenha, com peças de baixo custo. Foi constatado, também, sua funcionalidade no transporte de leite, da sala de ordenha até o tanque de resfriamento, em substituição ao carregamento manual em latões. Não houve alteração significativa da qualidade do leite na contagem bacteriana total (CBT), quando se comparado períodos com ou sem o uso do transferidor de leite.

    Agosto - v. 11, No. 8, p. In Press (2017)
  • Esta revisão tem por objetivo abordar de forma sucinta os aspectos relacionados ao bem-estar durante o período de manejo pré-abate dos ovinos com ênfase na qualidade da carne. O manejo pré-abate corresponde à etapa final da criação dos animais, fase que antecede o abate. O manejo pré-abate inclui uma série de atividades, como: tempo de jejum, embarque, transporte, desembarque, alojamento nas baias do frigorífico, período de descanso, atordoamento e abate que necessitam ser realizados com bem-estar animal. Animais de produção que são manejados na ausência do bem-estar, podem ter a qualidade da carne afetada. Conclui-se que a ovinocultura no Brasil é carente de informações dos benefícios de um manejo com bem-estar. São necessários vários estudos e conscientização na cadeia produtiva de ovinos, relacionados com o comportamento e bem-estar animal.

    Junho - v. 11, No. 6, p. 538-645 (2017)
  • O bem-estar dos animais de produção é um tema recorrente. A facilidade de acesso às informações acerca dos métodos de produção das espécies criadas para fornecer alimento aos humanos faz com que a preocupação com os animais seja relevante para a aceitação de tais produtos pelos consumidores e sua consequente aquisição. Além da crescente exigência dos consumidores, é sabido que animais com bom estado de bem-estar apresentam melhor saúde, produtividade e fornecem produtos com qualidade superior. Com isso, é evidente que os produtores devem satisfazer as necessidades dos animais, tornando os produtos aceitáveis pelos consumidores e aumentando a lucratividade do sistema. Apesar dos ovinos terem sido uma das primeiras espécies domesticadas pelo homem, no Brasil ainda não estão disponíveis recomendações ou legislação específica que visem melhorar o bem-estar desta espécie. Esta revisão de literatura tem o objetivo de expor os principais conceitos e as recomendações para o bem-estar de ovinos. Estas recomendações estão fundamentadas em diversas pesquisas científicas voltadas para o bem-estar de ovinos e fornecem subsídios para o desenvolvimento de técnicas de manejos que visem melhorar a qualidade de vida dos animais.

    Janeiro - v. 11, No. 1, p. 1-102 (2017)
  • A ovinocultura é uma atividade relevante em vários continentes, adaptando-se a uma grande variedade de climas. O Nordeste brasileiro é a região com o maior rebanho ovino do Brasil, porém a maior parte dos animais não tem padrão de raça definido e é criado extensivamente e sem práticas apropriadas de manejo alimentar, sanitário e reprodutivo. Além disto, a fartura de forragem nos quatro a cinco meses da estação úmida contrasta com a carência de alimento de qualidade no pasto durante a estação quente e seca, que se estende por sete a oito meses do ano e constitui um obstáculo para a viabilidade da pecuária na região. As plantas forrageiras nativas da caatinga são essenciais para a ovinocultura do Nordeste, pois são adaptadas aos rigores climáticos da região e participam da dieta dos animais a pasto durante todo o ano. Porém, há possibilidade de coletar e armazenar parte dessa forragem no período de vegetação plena, para oferecimento aos animais na época de escassez alimentar, na forma de feno ou silagem. A jurema preta é uma leguminosa lenhosa da caatinga que apresenta grande resistência à seca, é uma das primeiras espécies a colonizar áreas degradadas, e suas ramas finas e sementes são consumidas frescas ou naturalmente fenadas quando amadurecem e caem ao solo no período de estiagem, fornecendo um alimento apreciado pelos ruminantes. A palma é uma cactácea forrageira adaptada às condições quente e seca do Nordeste do Brasil, suportando longos períodos de estiagem devido à sua fisiologia caracterizada por um processo fotossintético que resulta em grande economia de água. Apresenta elevada digestibilidade e baixo teor de fibra, apesar do inconveniente dos baixos teores de matéria seca e proteína. Pode ser utilizada, também, na forma de farelo, o que facilita o seu armazenamento e mistura na ração. Diante do exposto, é necessário estudos do potencial destes alimentos alternativos na alimentação de ovinos, com o objetivo de melhorar e tornar sustentável o sistema de produção da ovinocultura e da pecuária da região Nordeste do Brasil.

    Mar. 3 - v. 6, No. 10, p. Art. 1319-1324 (2012)
  • Objetivou-se com esta revisão bibliográfica, descrever sobre os aspectos relacionados à qualidade da carne bovina. Em geral, uma série de fatores como manejo na criação, no transporte, no manejo pré-abate no frigorífico, está diretamente relacionado com a qualidade da carne. O manejo pré-abate de bovinos é amplamente estudado e contempla resultados concretos na literatura científica que o mesmo influencia significativamente a qualidade da carne, bem como o aproveitamento da carcaça. Normalmente as perdas estão relacionadas às contusões, porém, há outra modalidade de perda que é ocasionada pelo estresse vivenciado por bovinos durante o manejo, na propriedade ou em abatedouros mal planejados, que eleva o pH da carne e diminui a sua vida útil. Um bom manejo durante todo o sistema de criação se reflete na qualidade da carne. Ao se agregar qualidade, mesmo que por meio de características pouco identificáveis, promove-se a diferenciação do produto. Assim, como os prejuízos ocasionados pelo manejo inadequado, os ganhos da diferenciação, por meio de práticas de bem-estar animal, poderão ser compartilhados por todos os agentes da cadeia produtiva.

    Out. - v. 10, No. 10, p. 721-794 (2016)
  • Além da crescente demanda por leite e derivados, recentemente a população tem dado maior importância a temas como sustentabilidade e bem estar animal. Sendo assim, os produtores estão se adequando às exigências do mercado consumidor através de sistemas para produzir de forma sustentável e com qualidade de vida aos animais, além de serem eficientes economicamente. O sistema silvipastoril permite combinar atividadessilviculturais e pecuárias, e assim aumentar a eficiência produtiva. Dentre os principais benefícios deste sistema produtivo estão a conservação do solo e dos recursos hídricos, a promoção do sequestro de carbono e o aumento da biodiversidade. Além destes, os animais criados neste sistema possuem menor risco de estresse térmico, devido à sombra advinda da arborização, favorecendo o bem estar animal. Portanto, o sistema silvipastoril representa uma alternativa adequada à produção de bovinos leiteiros, uma vez que vacas em lactação necessitam de condições climáticas ideais para expressarem seu potencial genético, resultando em alto desempenho produtivo. Contudo, este estudo objetiva obter uma melhor compreensão sobre a criação de bovinos leiteiros em sistema silvipastoril e sobre a influência em seu bem estar.

    Mai. - v. 10, No. 05, p. 356-447 (2016)
  • Objetivou-se analisar o efeito de alguns índices técnicos e gerenciais na rentabilidade de 20 unidades demonstrativas (UD) participantes do programa “Balde Cheio”, no estado do Rio de Janeiro, no período de janeiro a dezembro de 2011. Realizou-se a análise de rentabilidade considerando a margem bruta, a margem líquida, o resultado (lucro ou prejuízo), a rentabilidade e a lucratividade como indicadores de eficiência econômica. Para descrever os indicadores de rentabilidade, bem como os índices técnicos e gerenciais, foi utilizada a estatística descritiva por meio da média, desvio padrão, valor mínimo e valor máximo, calculadas utilizando-se o software estatístico SPSS 18.0. Os índices técnicos e gerenciais influenciaram na lucratividade e na rentabilidade nas propriedades estudadas. Os índices zootécnicos, porcentagem de vaca em lactação, vacas no rebanho e vacas em lactação no rebanho, produtividade animal/ha/ano e quantidade de vacas em lactação/ha foram considerados bons; porém, perceberam-se que embora as margens bruta e líquida sejam positivas, os produtores a longo prazo estão se descapitalizando, pois o resultado foi negativo.

    Jun. - v. 10, No. 06, p. 448-512 (2016)
  • O presente trabalho teve como objetivo analisar os custos de produção e avaliar a atividade produtiva de bovinocultura leiteira a pasto, na Fazenda Claro, no município de Vazante-MG, no período de 01 agosto de 2008 a 31 julho de 2009. A partir dos dados coletados na fazenda foi possível avaliar as seguintes características econômicas: receita com a venda de produtos, lucro, lucratividade, rentabilidade, capacidade de investimento, ponto de nivelamento, custos variáveis, custos fixos e custo operacional total. Realizando-se os cálculos de avaliação econômica concluiu-se que a atividade teve um custo total de R$ 376.177,71 e uma receita de R$ 386.744,05 perfazendo um lucro total de R$ 10.556,34, uma rentabilidade por litro de leite de R$ 0,788e um lucro unitário de R$ 0,022,obteve-se uma lucratividade de 2,73% e uma rentabilidade de 6,17%, demonstrando que o resultado da atividade foi positivo.

    Ago. 1 - v. 5, No. 28, p. Art. 1178-1184 (2011)
  • Set. 4 - v. 6, No. 31, p. Art. 1450-1454 (2012)
  • O presente artigo destaca a importância das informações contábeis aos produtores rurais e às projeções futuras para a pecuária de corte e leite. Aborda fatos históricos e a evolução da pecuária brasileira e do Rio Grande do Sul, através de duas raças, a holandesa como produtora de leite e a Aberdeen Angus como produtora de carne, em sistema intensivo de produção. A pesquisa usou análise de referenciais técnicos sobre bovinocultura de leite e de corte, e realizou um estudo de caso numa amostragem de trinta bovinos de corte e dez de leite. Verificou-se a importância destas atividades ao setor primário do Brasil e sua representatividade no exterior. As bovinoculturas foram analisadas e os resultados comparados, através da margem de contribuição operacional, identificando-se como a mais lucrativa, das atividades, destacando-se a bovinocultura leiteira como mais lucrativa 19,32% em sistema intensivo de produção pecuária de bovinos. Analisando as bovinoculturas de corte e leiteira em sistema intensivo, pode-se verificar que ambas as bovinoculturas são lucrativas e consorciadas podem trazer benefícios aos produtores rurais.

    Ago. 3 - v. 6, No. 26, p. Art. 1417-1422 (2012)
  • A bovinocultura leiteira no Brasil tem crescido muito nos últimos anos, tanto em número de animais quanto em produtividade. Contudo, uma dificuldade real é dar um destino adequado aos bezerros machos que nascem nessas propriedades, já que há um maior interesse em criar e recriar bezerras fêmeas para serem as futuras matrizes do rebanho. Nos últimos anos esses bezerros têm sido estudados com relação a sua potencialidade de serem aproveitados na pecuária de corte, o que seria uma possível forma de gerar renda a partir do aproveitamento desses animais, e não descarta-los abatendo ou doando a outras propriedades como é feito atualmente pelas propriedades leiteiras. Vários trabalhos têm verificado que esses animais leiteiros podem sim serem aproveitados na pecuária de corte tanto em sistemas de produção em pastejo como também em confinamento, contudo, é claro, sem esperar que apresentem o mesmo desempenho produtivo que animais especializados para produção de carne apresentam.  Os trabalhos realizados evidenciam que a viabilidade de utilizar esses animais de origem leiteira para produção de carne depende das condições de se conseguir abates precoces e uma produção a baixo custo, sendo esses fatores intrínsecos a cada sistema de produção.

    Abr. - v. 9, No. 04, p. 158 - 194 (2015)

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