Resultado da pesquisa

  • A ruptura do ducto torácico idiopático é de ocorrência rara em medicina veterinária. Sua fisiopatologia apresenta-se de forma obscura. O presente relato descreve a admissão de felino fêmea, 5 anos de idade, no setor de emergência e terapia intensiva do Hospital Veterinário da Universidade Federal de Minas Gerais cursando com dispneia, sons torácicos abafados, e grande volume de líquido de aspecto quiloso após punção torácica. Pela rápida coleção de fluido pleural após punção, juntamente com o aspecto laboratorial da efusão, suspeitou-se de ruptura do ducto torácico idiopático, haja vista que o paciente não havia histórico de trauma, nem acesso a rua. Após toracotomia, verificou-se a ruptura total do ducto torácico, na altura da 9o vértebra torácica, no qual realizou-se uma ligadura. O paciente evoluiu de forma satisfatória, recebendo alta dez dias após o procedimento cirúrgico. Conclui-se que a ruptura do ducto torácico acarreta importante alteração na fisiologia do paciente, exigindo preparo do médico veterinário por se tratar de situação de emergência pelas grandes alterações sistêmicas que causa.

    Dezembro - v. 11, No. 12, p. In Press (2017)
  • O objetivo deste trabalho é relatar o parasitismo gastrointestinal em gatos atendidos no Hospital de Clínicas Veterinárias da UFRGS (HCV/UFRGS), no período de 2014 a 2016. Foram analisadas amostras fecais de 339 felinos domiciliados da cidade de Porto Alegre, RS. As amostras foram processadas pelos métodos de Willis-Mollay, Lutz e Faust. Do total, 31,85% (108) apresentaram resultado positivo. Os parasitos de maior prevalência foram Ancylostoma spp. (40,74%), Cystoisospora spp. (21,29%) e Toxocara spp. (12,96%). Conclui-se que a prevalência mais alta ocorreu no ano de 2016, sem diferença para machos e fêmeas. Mesmo em baixa prevalência, parasitos dos gêneros Paragonimus, Spirometra e Giardia demandam atenção devido ao potencial zoonótico, o que torna o papel do médico veterinário de extrema importância participando da difusão e conscientização sobre a relevância destas parasitoses

    Novembro - v. 11, No. 11, p. 1074-1187 (2017)
  • A pesquisa foi desenvolvida no Hospital Veterinário, do Departamento de Medicina Veterinária da Universidade Federal Rural de Pernambuco, onde foram utilizadas 15 gatas submetidas à ovariosalpingohisterectomia (OSH), hígidas e com idade entre um e três anos, com peso que variou entre três e quatro quilos, distribuídas em três grupos, submetidas à ovariosalpingohisterectomia. Os animais foram pré-medicados com acepromazina 2%, 0,05mg/kg. O cloridrato de cetamina 50mg/ml, 10mg/kg e diazepam 5mg/ml, 0,5mg/kg, foram utilizados para a indução anestésica e a manutenção foi feita utilizando-se o cloridrato de cetamina na dose de 4 mg/Kg. Em seguida, foram submetidas a anestesia epidural sacrococcígea utilizando-se apenas clonidina na dose de 20μg/kg ou xilazina na dose 2mg/kg ou solução salina (placebo) 1ml/3,5kg. Os animais foram avaliados quanto aos parâmetros hemodinâmicos, respiratórios e temperatura corporal, além da avaliação do potencial analgésico e intensidade do bloqueio alcançado a partir da mensuração de glicose, lactato e cortisol, desde o período pré-anestésico até o término da cirurgia. 

    Outubro - v. 11, No. 10, p. 0947-1073 (2017)
  • Objetiva-se com esta revisão, descrever as principais características de três tipos de prolapsos comumente observados na rotina clínico-cirúrgica de pequenos animais: prolapso de vagina, útero e reto. São afecções que podem ser confundidas entre si e que dependendo de cada situação possui um tipo de tratamento distinto, variando desde apenas a redução manual do conteúdo até a ressecção do tecido prolapsado.

    Março - v. 11, No. 03, p. 207-312 (2017)
  • Uma enfermidade de grande importância na Clínica Médica de Pequenos Animais é a Doença do Trato Urinário Inferior dos Felinos (DTUIF) que, se não tratada a tempo, pode levar secundariamente a complicações renais. Com a finalidade de se detectar lesão glomerular, médicos veterinários utilizam parâmetros como a dosagem de ureia e creatinina plasmática no auxílio ao diagnóstico. Entretanto, tais substâncias só identificam lesão renal quando, no mínimo, 75% dos néfrons estão funcionalmente comprometidos, não sendo favorável, já que o desejado é um diagnóstico precoce. A utilização da análise da razão proteína/creatinina urinária é uma alternativa, pois através desta determinação pode detectar um comprometimento renal quando apenas 25% do parênquima for afetado. Objetivou-se avaliar a importância da utilização da determinação da razão proteína/creatinina urinária no diagnóstico precoce de lesão renal secundaria à Doença do Trato Urinário Inferior de Felinos. Foram incluídos na presente pesquisa, 12 gatos atendidos na Clínica Médica de Pequenos Animais do Hospital Veterinário da UFCG, campus de Patos, diagnosticados com Doença do Trato Urinário Inferior de Felinos no período de agosto de 2013 a julho de 2014. Os resultados demonstraram que 66,6% dos gatos obtiveram valores da razão proteína/creatinina urinária < 0,2 e 33,4% tiveram valores entre 0,2 e 0,4. O que significa dizer que os animais não desenvolvem, até então, nenhuma evidência de doença renal. A razão proteína/creatinina urinária pode ser útil como meio de diagnóstico no acompanhamento desses e de outros casos de felinos com Doença do Trato Urinário Inferior.

    Mai. - v. 10, No. 05, p. 356-447 (2016)
  • A transfusão sanguínea representa uma valiosa ferramenta terapêutica emergencial, podendo ser até perigosa, e cujos efeitos benéficos são temporários. A terapia transfusional visa suprir as necessidades básicas para manter a vida do animal, para que haja tempo de serem tomadas as medidas específicas contra a causa primária da anemia. A tendência atual é buscar, sempre que possível, fracionar o sangue total e utilizar seus componentes, de acordo com as necessidades do paciente, a fim de reduzir os riscos de sobrecarga de volume e de reações adversas por exposição a antígenos estranhos. Existem basicamente seis grupos sanguíneos caninos, que são designados pelo principal antígeno do grupo sanguíneo (AEC 1.1, 1.2, 3, 4, 5 e 7). Foram identificados três grupos sanguíneos em felinos, denominados A, B e AB. O grupo A é o mais comum. Ao contrário do que ocorre com os cães, gatos podem apresentar anticorpos naturais, de forma que podem surgir reações transfusionais logo na primeira transfusão. Assim, a transfusão sanguínea constitui uma forma importante de terapia, capaz de salvar a vida do animal, desde que sejam tomadas as devidas precauções em relação à administração, sempre na tentativa de reduzir as possibilidades de reações transfusionais.  

    Jun. 3 - v. 4, No. 23, p. Art. 865-871 (2010)
  • A Esporotricose e a Leishmaniose Tegumentar são duas dermatoses que acometem cães e gatos, além de possuírem alto potencial zoonótico. Por apresentarem lesões semelhantes nos animais acometidos, se torna essencial a caracterização epidemiológica, sintomatológica, métodos efetivos de diagnóstico e controle, a fim de se escolher a abordagem terapêutica mais conveniente ao caso e como conseqüência proteção dos seres humanos quanto às estas enfermidades.

    Out. 3 - v. 5, No. 38, p. Art. 1245-1250 (2011)
  • A hemivértebra é uma anomalia que na maioria das vezes é assintomática, entretanto, é a alteração vertebral congênita que mais frequentemente resulta em sinais neurológicos da medula espinhal. O fato de ser na maioria dos casos um achado radiológico acidental faz com que esta enfermidade seja discutida de forma superficial, a despeito do quadro clínico neurológico grave com a progressão da doença. O objetivo deste trabalho é descrever as causas desta anomalia em cães e gatos, bem como ressaltar a patogenia, os sinais clínicos, os meios de diagnóstico e modalidades de tratamento.

    Set. 1 - v. 5, No. 32, p. Art. 1205-1211 (2011)
  • Antiinflamatórios não esteróides são um grupo de drogas usado com freqüência tanto em humanos como em animais. São usados principalmente no tratamento da dor, inflamações e febre. O mecanismo primário de ação dos antiinflamatórios não esteróides é a inibição da cicloxigenase. Isto resulta na redução da síntese de prostaglandinas que são mediadoras da inflamação. Esta inibição também causa muitos efeitos colaterais, particularmente no trato gastrointestinal e nos rins. É possível reduzir os riscos de efeitos colaterais conhecendo os fatores predisponentes e administração de medicações profiláticas. Este artigo revisa os efeitos colaterais de AINEs em cães e gatos. Os mecanismos que são responsáveis pelos efeitos adversos são descritos bem como os fatores de risco, prevenção e algumas descobertas recentes para o desenvolvimento de futuros AINEs

    Jan. 1 - v. 6, No. 01, p. Art. 1264-1269 (2012)

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