Resultado da pesquisa

  • Os gatos frequentemente são sujeitos a traumas devido a hábitos comportamentais, no entanto, os casos de traumas envolvendo a língua são raros, provavelmente devido à posição intra-oral de tal órgão. Devido a essa raridade, descreve-se o caso de um felino atendido no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Piauí com trauma oral, que ocasionou perda dentária e ferida lacerativa lingual. Foi feita sutura simples para reaproximação das bordas lingual. O animal apresentou boa recuperação e no primeiro dia pós-operatório demonstrou apetite conseguindo ingerir alimentos pastosos. A ferida lingual deste gato se reepitelizou rapidamente, condição proporcionada pela boa vascularização da cavidade oral.

  • Grande valia é dada à anestesia desde a sua descoberta. Fato que revolucionou diversas áreas médicas, incluindo a Medicina Veterinária. Para que a anestesia possa ser conduzida de modo adequado e satisfatório, exige-se uma avaliação prévia do paciente a ser submetido à cirurgia, como revisão ao histórico clínico, exame físico, exames complementares e por fim, uma avaliação de risco e estado físico. Sendo importante para direcionar o paciente para um protocolo anestésico condizente ao seu estado de saúde, bem como predizer o prognóstico do mesmo. Esta classificação de risco e estado físico, adotada pela Sociedade Americana de Anestesiologistas (ASA) é aceita e utilizada mundialmente por médicos humanos e veterinários, e amplamente abordada em trabalhos científicos que envolvem a anestesiologia, justificando-se assim, a grande importância da mesma, sendo o objetivo de estudo desta revisão.

    Agosto - v. 11, No. 8, p. 744-839 (2017)
  • Com o objetivo de determinar a frequência de endoparasitos em cães e gatos, foi realizado um levantamento dos resultados de exames coproparasitológicos, executados na rotina de um Laboratório Veterinário em São Luís – MA, no período de Julho de 2012 a Julho de 2015. Nesse período foram realizados 780 exames, sendo 92% de cães e 8% de gatos. Deste total, 23% das amostras foram positivas para pelo menos um parasito. Ancylostoma sp. foi o gênero mais frequente em ambas as espécies com 48% dos cães e 63% dos gatos parasitados. Quanto à infecção, 80% dos cães e 86% dos gatos apresentaram infecção única, enquanto que 20% dos cães e 14% dos gatos apresentaram infecção múltipla. Esses resultados revelam uma incidência expressiva, o que representa elevados riscos não só aos animais como também na saúde humana e tal fato reforça a necessidade de implementar medidas efetivas no sentido de reduzir a carga parasitária dos animais e minimizar os riscos de infecção humana.

    Junho - v. 11, No. 6, p. 538-645 (2017)
  •  A esporotricose é uma doença crônica, cujo agente etiológico é um fungo do complexo Sporothrix, no entanto, apesar de ser uma zoonose, pouco se relata sobre a mesma na região nordeste do Brasil. Objetivou-se relatar um caso de esporotricose felina, na cidade de Bezerros, agreste de Pernambuco. Um felino de raça siamês, macho, castrado, com 5 anos e 4 kg de peso, apresentando histórico de múltiplas lesões cutâneas há 60 dias, foi atendido no Serviço de Dermatologia da Clínica Pelo & Pele – Dermatologia Veterinária®. Foram observadas lesões ulceradas, crostas e nódulos distribuídos em várias regiões do corpo. Realizou-se punção com agulha fina e imprint das lesões para exame citopatológico. Por meio dos quais observou-se estruturas leveduriformes compatíveis com Sporothrix schenckii. O itraconazol na dose de 100mg/animal a cada 24 horas foi a droga escolhida para o tratamento, permanecendo por até 30 dias após cura clínica. Em três meses o animal apresentou cura das lesões, com repilação completa. Dessa forma, relata-se um caso de esporotricose felina em um animal procedente do município de Bezerros e recomenda-se aos profissionais veterinários que atuam nesta região, a inclusão da esporotricose como um diagnóstico diferencial em casos de dermatopatias ulcerativas, principalmente em felinos domésticos.

    Nov. - v. 10, No. 11, p. 795-872 (2016)
  • A compreensão dos estudos na área da oncologia é de fundamental importância para a descoberta de sua etiologia, classificações e formas de tratamento, uma vez que o número de pacientes atendidos com alguma neoplasia cresce a cada década. A predisposição genética e a exposição a fatores físicos e químicos favorecem o desenvolvimento de neoplasias nos animais sendo que a pele e seus anexos são locais muito comuns de desenvolverem neoformações, principalmente em países de clima tropical, pela exposição crônica à radiação ultravioleta. O carcinoma de células escamosas é uma neoplasia de epitélio, maligno, de crescimento lento e não necessariamente metastático comum em felinos, bovinos, caninos, eqüinos, relativamente incomum em ovinos e raro em caprinos e suínos. Sua etiologia precisa ainda não é conhecida e a causa exógena mais comumente aceita é a exposição à luz ultravioleta, com conseqüente lesão do ácido desoxirribonucléico (DNA) e mutagenicidade associada. O prognóstico varia de acordo com a localização e o estágio clínico no momento do diagnóstico. É considerado favorável quando o diagnóstico é realizado precocemente e também quando a excisão cirúrgica completa é possível, porém, quando houver lesões que envolvam estruturas ósseas, o prognóstico passa a ser reservado. A presente revisão bibliográfica tem como objetivo principal reunir informações atuais sobre o carcinoma de células escamosas em caninos e felinos, do ponto de vista clínico e patológico, a fim de facilitar o raciocínio sobre esta neoplasia, desde sua abordagem inicial, até seu diagnóstico final.

    Fev. 3 - v. 6, No. 06, p. Art. 1295-1300 (2012)
  • As fraturas de mandíbula e maxila são comuns em cães e gatos, representando cerca de 3 a 6% de todas as fraturas. Na maior parte dos casos, as fraturas apresentam-se abertas e contaminadas em casos de traumatismos podem ocorrem lesões intercorrentes, incluindo obstrução de via aérea superiores e traumatismo do sistema nervoso central. As técnicas cirúrgicas de mandibulectomia e maxilectomia são indicadas quando da impossibilidade ou insucesso de outras técnicas reparadoras menos invasivas. O objetivo deste trabalho foi avaliar a eficiência da técnica de mandibulectomia parcial unilateral utilizando fios de aço inoxidável para realização de cerclagem mandibular em felino tendo como resultado positivo, uma vez que o paciente apresentou uma ótima recuperação pós-cirúrgica, não sendo observado dificuldades na alimentação, houve um pouco de decência dos pontos alguns dias após a cirurgia, mas logo depois a ferida cicatrizou por segunda intenção.

    Ago. - v. 10, No. 08, p. 580-635 (2016)
  • As complicações tardias de lesão medular em gatos não são bem conhecidas. Os atuais métodos de imagem permitem a aquisição de informações mais detalhadas e direcionam a escolha do tratamento. Avaliamos 22 gatos, e em 6, traçamos um panorama epidemiológico tardio de lesões traumáticas na medula espinhal, caracterizando sua evolução natural por meio de tomografia computadorizada (TC). As causas de trauma nos animais avaliados foram: queda através da janela de apartamento; acidente automobilístico; arma de fogo; e agressão humana intencional. O local do trauma foi: T7 a T11 em 3 gatos; T12 a L2 em 17 gatos; L3 a L7 em 2 gatos. Através da TC observamos a presença de área hipoatenuante circundante com atrofia da medula espinhal nos 6 gatos. Lesão compressiva estava ausente em um animal, em um era discreta, e grave em outros quatro. Fraturas nos compartimentos dorsal e ventral foram observadas em 50% e em 33,34% dos casos, respectivamente. Em três animais a lesão foi múltipla e envolveu os pedículos e discos intervertebrais. Apesar de ter sido possível localizar e descrever as lesões no tecido ósseo, a observação e classificação das lesões em tecidos moles adjacentes foram insatisfatórias. Poucos animais sobreviveram após o traumatismo na medula espinhal ao longo dos três anos de observação, desta forma indicamos que outras ferramentas de diagnóstico como a ressonância magnética e a eletroneuromiografia sejam utilizadas para o desenvolvimento de abordagens terapêuticas mais eficazes objetivando aumentar a expectativa de vida com qualidade dos animais portadores de lesão medular.

    Jul. 3 - v. 5, No. 26, p. Art. 11765-1170 (2011)
  • O vírus da Leucemia Viral Felina (FeLV) é um Gammaretrovírus, da família Retroviridae, que é transmitido, principalmente, pela exposição oronasal e afeta tanto gatos domésticos quanto, felinos selvagens, debilitando o sistema imunológico. A doença tem grande relação com alta densidade populacional e pode ser transmitida pela saliva, sangue, urina, via transplacentária dentre outros. É uma doença que pode se apresentar tanto de forma neoplásica quanto não neoplásica e imunossupressora, e sua gravidade varia dependendo das características genéticas da variante infectante do vírus. O tratamento da FeLV é de acordo com a doença secundária e no caso das neoplasias, a quimioterapia associada pode ser relativamente eficaz. 

    Ago. 2 - v. 8, No. 16, p. 1940-2029 (2014)

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