Resultado da pesquisa

  • O presente trabalho teve como objetivo pesquisar os hemoparasitas Babesia spp. e Ehrlichia spp. em cães assintomáticos atendidos no Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), campus de Bom Jesus. Para isso, foram coletados amostras de sangue da veia cefálica e da ponta da orelha para realização de hemograma e esfregaço sanguíneo para pesquisa dos hemoparasitas em 30 animais que não apresentavam sinais clínicos das doenças. Os resultados demonstram que dos 30 animais avaliados, em 1 (3,3%) foi constatado a presença de Babesia spp. no esfregaço de sangue periférico (ponta de orelha). Em nenhum dos animais foi encontrado Ehrlichia spp., logo, não ocorreu casos de coinfecção. No hemograma constatou-se anemia em 18/30 (60%) animais, sendo 82,3% de anemia normocítica normocrômica, 5,9% de anemia microcítica normocrômica, 5,9% de anemia normocítica hipocrômica e 5,9% de anemia macrocítica hipocrômica; além disso observou-se em 50% dos casos trombocitopenia, em 20% pancitopenia, 20% de leucopenia e 16,7% de leucocitose, sendo 10% de neutropenia, 13,3% neutrofilia, 30% eosinofilia, 20% eosinopenia, 16,7% linfocitose, 20% linfocitopenia, 3,3% de monocitose e, 3,3% de monocitopenia. Este estudo observou a baixa sensibilidade do exame parasitológico de ponta de orelha em animais assintomáticos, frente ao diagnóstico de hemoparasitoses, pois apenas um animal mostrou-se positivo para Babesia spp., mesmo existindo indício no hemograma que sugerissem a presença subclínica do mesmo. Deste modo, mesmo não encontrando o agente na lâmina, não se pode descartar a possibilidade do animal ter o parasita. Sendo assim sugere-se a utilização de testes mais sensíveis, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), reação de imunofluorescência indireta (RIFI) e Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA).

    Janeiro - v. 12, No. 01, p. 139 (2018)
  • A erliquiose canina é uma doença infecciosa importante no Brasil, com maiores prevalências em regiões tropicais e subtropicais devido à distribuição do vetor. O objetivo do presente trabalho foi verificar as alterações hematológicas de cães infectados naturalmente por Ehrlichia spp. ou Anaplasma platys, diagnosticados pela visualização de mórulas em células mononucleares ou plaquetas no esfregaço sanguíneo. Foram avaliados 909 hemogramas durante o período de quatorze meses, de cães atendidos no Hospital Veterinário. Nas infecções por Ehrlichia spp., observou-se com maior frequência, anemia (74,85%), eosinopenia (62,85%), desvio nuclear de neutrófilos para a esquerda (14,85%), linfopenia (56,57%) e leucopenia (29,71%). Nas infecções prováveis por Anaplasma platys observou-se, com maior frequência, linfopenia (51,85%), leucopenia (24,07%) e eosinopenia (44,44%). Em ambas, em relação à morfologia, o tipo de anemia mais frequente foi normocítica normocrômica. Dessa maneira, eosinopenia, linfopenia, anemia normocítica normocrômica e leucopenia foram os achados mais comuns nas infecções estudadas.

    Jun. 1 - v. 6, No. 20, p. Art. 1381-1386 (2012)
  • A Leishmaniose Visceral é uma antropozoonose que resulta do parasitismo dos hospedeiros vertebrados por protozoários do gênero Leishmania, transmitida por insetos hematófagos pertencentes ao gênero Lutzomyia. Os cães são considerados os principais reservatórios do parasita, sendo importantes para a manutenção do ciclo da doença. Nos últimos anos, a doença vem se disseminando por muitas regiões do Brasil, com uma crescente e preocupante prevalência em Mato Grosso do Sul, principalmente em Campo Grande. O diagnóstico da Leishmaniose canina deve ser feito com base nos sinais clínicos, na visualização do parasita em materiais de biopsia de linfonodos e medula óssea, em exames sorológicos como a Reação de Imunofluorescência Indireta (RIFI), ELISA, métodos moleculares como a Reação da Polimerase em Cadeia (PCR) ou ainda por cultivo. O objetivo desse trabalho foi avaliar a presença de formas amastigotas de Leishmania spp. em materiais obtidos por punção de linfonodos, medula óssea, baço, sangue periférico e pele, de cães sorologicamente positivos para os testes de ELISA e Imunofluorescência indireta. Entre os 32 animais estudados, a presença de formas amastigotas de Leishmania spp. foi observada em todos os órgãos em 24 cães. Foi verificada também a presença de mórulas sugestivas de Ehrlichia canis em 12 animais, sendo que 4 destes cães foram parasitologicamente negativos para Leishmania spp., reforçando a necessidade de métodos diagnósticos mais eficazes para a confirmação da leishmaniose canina.

    Ago. 3 - v. 5, No. 30, p. Art. 1192-1198 (2011)

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