Resultado da pesquisa

  • A obesidade é uma condição patológica caracterizada por um acúmulo de gordura maior que o necessário no corpo, capaz de prejudicar a boa saúde e o bem-estar animal. Pode ocorrer em consequência da sobrecarga de fornecimento de carboidratos e gorduras excedendo o gasto energético diário, castração, sedentarismo, além de problemas endócrinos e genéticos. Essa variação na epidemiologia da obesidade vem contribuindo para maior dificuldade de identificação da causa primaria da enfermidade. Diante disso esta revisão tem por objetivo expor os aspectos epidemiológicos, clínicos, os métodos disponíveis para diagnostico da obesidade e algumas formas de tratamento.

    Abr. - v. 11, No. 4, p. 313-423 (2017)
  • Os helmintos gastrointestinais constituem-se em agentes etiológicos de significativa importância para a diminuição da produtividade na pecuária bovina. Entre os fatores que interferem no desenvolvimento da bovinocultura, as helmintoses gastrintestinais e pulmonares ocupam grande destaque por ocasionar perdas econômicas relacionadas à baixa produtividade do rebanho, retardamento do desenvolvimento dos animais, aumento na taxa de mortalidade de bovinos jovens e gastos excessivos com manejo e medicamentos. O parasitismo gastrintestinal em bovinos está freqüentemente associado à alta densidade populacional animal e a sistemas intensivos de manejo, principalmente relacionado à bovinocultura leiteira. Entretanto, nos ruminantes, o estado nutricional e particularmente a disponibilidade de proteínas e minerais é um fator importante na otimização da produtividade animal, interferindo na patogenia e nos mecanismos de resposta imune dos hospedeiros às infecções por nematódeos gastrointestinais. O efeito deste parasitismo na produção animal pode ser reduzido mediante alterações no manejo das pastagens e dos animais com a aplicação de anti-helmínticos. Para que tais procedimentos possam ser realizados, é necessário conhecer a biologia dos parasitos da região a ser estudada. Uma etapa da fase do ciclo destes parasitas ocorre no meio ambiente e vários fatores estão diretamente envolvidos no desenvolvimento e na sobrevivência das larvas nas pastagens e na manutenção das infecções nos animais, como: fatores climáticos, genéticos e características das pastagens. Objetivou-se com esta revisão realizar um levantamento epidemiológico das principais espécies de helmintos gastrintestinais que acometem bovinos em clima tropical, avaliando a prevalência das helmintoses na população de animais de acordo com a faixa etária e a interação destes parasitas nas perdas econômicas geradas na pecuária bovina.

    Ago. 2 - v. 6, No. 25, p. Art. 1411-1416 (2012)
  • O presente estudo reporta a incidência do vírus rábico em bovinos, equinos e quirópteros nas regiões do Alto Araguaia e Sudoeste de Goiás, no período de 2000 a 2010. Os dados foram obtidos do arquivo da Agencia Goiana de Defesa Agropecuária (AGRODEFESA) do Laboratório de Análises e Diagnóstico Veterinário (LABVET) totalizando em 502 amostras. As amostras do sistema nervoso central destes animais foram submetidas à técnica de imunofluorescência direta e inoculação em camundongos. Constatou-se positividade ao vírus em 111 amostras de bovinos, 8 em equinos e nenhum relato para quirópteros. A região do Sudoeste apresentou o maior número de casos positivos ao vírus. A maioria dos morcegos analisados foi da espécie Desmodus rotundus. Sugere-se, um estudo completo sobre os aspectos biológicos dos quirópteros encaminhados para análise e também uma maior intensificação no número de amostras enviadas, o que contribuirá para o conhecimento destes animais na epidemiologia da raiva.

    Jun. 3 - v. 6, No. 22, p. Art. 1393-1398 (2012)
  • O objetivo desse estudo foi avaliar aspectos epidemiológicos da cinomose canina em animais atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Estadual do Maranhão. Foi feito levantamento de dados de 10200 fichas clínicas de cães atendidos no período de janeiro de 2011 a dezembro de 2013, à procura de casos suspeitos e confirmados. 461 animais foram diagnosticados com a doença e 202 foram considerados suspeitos, em um total de 663 casos de cinomose. O percentual de machos afetados foi de 53,4% e de fêmeas, 46,6%. Com relação à idade, a faixa etária mais afetada foi entre 0-5 anos, totalizando 89,59%, e a menos afetada entre 11 a 17 anos (2,26%). Quanto à raça, as mais predominantes foram os animais sem raça definida (65,5%), Poodle (12,5%), Pinscher (8,75%) e Pitbull (2,9%). A doença ocorreu em todos os meses do ano, com maior prevalência entre os meses de julho a setembro e menor prevalência em abril e dezembro. Houve uma alta prevalência de cinomose canina em comparação ao número de cães atendidos no hospital veterinário, o que sustenta a importância da aplicação de medidas de prevenção e controle da doença.

    Jul. - v. 10, No. 07, p. 513 - 579 (2016)
  • O presente estudo avaliou os perfis sanitário e epidemiológico das Lentiviroses de pequenos ruminantes (LVPR) na Mesorregião do Oeste Maranhense, microrregião de Imperatriz. Foram aplicados questionários em 57 propriedades de 14 municípios da região. Também foram colhidas 710 amostras de sangue para realização de testes sorológico. Os resultados mostraram que as condições sanitárias do rebanho são precárias e que as doenças mais comuns foram: miíases (78,9%) dos rebanhos, linfadenite caseosa (59,6%), pododermatite (47,4%), aborto (43,9%), mastite (31,6%). O teste sorológico revelou que a prevalência independente da espécie testada para lentiviroses foi de 7,5% (53/710), não diferindo entre si: 7,5% (39/481) dos ovinos e 7,4% (14/176) dos caprinos. Em relação aos municípios observou-se que 12 dos 14 municípios avaliados apresentam animais positivos para LVPR, o que caracteriza o vírus circulante nas propriedades avaliadas e 7 destes municípios apresentaram entre 8% e 15% de animais positivos. A técnica de cultivo de leucócitos com posterior co-cultivo foi eficaz no isolamento do vírus, cujas amostras positivas apresentaram formação de sincícios e alterações morfológicas características da patologia. 

    Jul. - v. 10, No. 07, p. 513 - 579 (2016)
  • Tripanossomíases causadas por Trypanosoma spp são zoonoses e antropozoonoses de importância em medicina humana e veterinária. A doença de Chagas figura como uma das mais importantes nas Américas e é causada pela infecção por Trypanosoma cruzi. Os hospedeiros se infectam principalmente pelo contato das fezes infectadas do vetor com o orifício aberto no momento da picada do inseto, ou por via digestiva. A prevenção se baseia principalmente em medidas de controle ao vetor. É uma doença de difícil tratamento, sendo possível quase que exclusivamente na fase aguda. Este trabalho teve por objetivo descrever as características epidemiológicas, zoonóticas, clínicas, patológicas e diagnósticas da doença de Chagas

    Mar. - v. 10, No. 03, p. 190-270 (2016)
  • A interação entre homens e animais pode trazer benefícios e danos. Entre os benefícios da convivência com o animal está a melhora da qualidade de vida, por meio da redução do estresse, diminuição das tensões entre membros da família e aumento da compaixão no convívio social. Por outro lado existe a possibilidade de alguns efeitos danosos como, agressões e transmissão de zoonoses aos proprietários, exigindo maior cuidado quando se trata de indivíduos imunocomprometidos. O médico veterinário é o profissional mais importante nessa interação, o qual poderá atuar e influenciar de maneira eficaz para o sucesso da mesma, dependendo de seu conhecimento sobre o assunto e de sua própria vivência como profissional. Este estudo objetivou investigar a percepção de estudantes de medicina veterinária com relação à interação entre homens e animais de estimação e o risco de se adquirir zoonoses por proprietários HIV positivos. A coleta de dados foi realizada por indivíduos treinados, que por meio de um questionário padronizado, entrevistaram 218 estudantes de veterinária, obtendo-se dados demográficos, sociais, interação com animais e riscos de zoonoses. Os dados foram duplamente digitados, medidas de controle de qualidade verificadas e estatisticamente analisados. Os resultados mostraram que 77% dos entrevistados criam animais, sendo o cão o animal preferido (77%) e 95% classificam o convívio entre homens e animais de estimação como de significativa importância. Em situação de atendimento clínico, apenas 33% declaram conversar frequentemente com os proprietários sobre zoonoses e 48,2% disseram sentirem-se confortáveis ao serem abordados sobre zoonoses por um indivíduo HIV positivo. Ainda com relação ao atendimento clínico, 35% dos entrevistados afirmaram nunca perguntarem ao proprietário se há algum indivíduo HIV positivo convivendo com o animal, 32% pergunta constantemente e 29% às vezes. Com relação ao risco de indivíduos HIV positivos adquirir zoonoses convivendo com um animal de estimação, 59% classificaram esse risco como significante e 88% permitiriam que esse indivíduo mantivesse seu animal de estimação. Foi pesquisado, ainda, a classificação de riscos para zoonoses segundo as diferentes espécies de animais. Conclui-se que é necessário maior destaque e aprofundamento de conhecimentos sobre a realidade atual de interações entre homens e animais de estimação e riscos de zoonoses entre indivíduos imunocomprometidos por parte de futuros profissionais intermediadores dessa interação.  

    Maio 3 - v. 4, No. 19, p. Art. 837-842 (2010)
  • A crescente urbanização tem aumentado a proximidade das pessoas com os cães. Uma interação inadequada entre eles pode ser a causa de vários distúrbios de comportamento, como a agressão, tanto por parte do homem, quanto do animal. Deste modo, propôs-se a realização de uma pesquisa para avaliar o manejo e a interação entre os cães e seus proprietários, determinando assim, a relação e o convívio entre os mesmos. Foram entrevistados 249 proprietários de cães no Hospital Veterinário da UFU, no período de agosto de 2008 à março de 2009. Após a coleta, os dados foram digitados para um banco de dados, criado por meio do software EpiInfo 6.04, para análise. Os resultados mostraram que dos 249 proprietários entrevistados, 53,4% possuem cães fêmeas, o que pode revelar certa preferência por esse sexo, pois são mais afetivas e mais obedientes que os cães machos. 41,8% dos cães são criados fora de casa. 16,1% dos cães saem sozinhos para a rua, 30,5% estão com a vacinação incompleta ou nunca foram vacinados, tendo-se um perigo exposto à sociedade, já que são eles os reservatórios e transmissores de diversas zoonoses. 15,7% dos cães são desobedientes, o que agrava mais o risco, já que fogem freqüentemente. 71,1% dos proprietários passeiam com seu cão, e destes, 19,6% não utilizam coleira, o que é proibido para algumas raças. 14,7% dos que passeiam dizem passear raramente, o que sugere uma relação distante com seu animal. 77,5% dos proprietários disseram que várias pessoas da família cuidam do cão e, 47,8% dos 91,6% brincam com seus animais, e o fazem mais de uma vez ao dia. Deste modo, conclui-se que existe uma relação distante entre os proprietários e os animais estudados e, que os animais atendidos no Hospital Veterinário não têm um manejo adequado, o que deve ser corrigido com Educação Sanitária. 

    Fev. 3 - v. 4, No. 07, p. Art. 752-758 (2010)
  • A ancilostomose animal cursa com afecção gastrintestinal e respiratória, emagrecimento e retardo no desenvolvimento, podendo evoluir para caquexia e morte. Esta investigação avalia 357 amostras fecais de cães errantes apreendidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do município de Lages, Santa Catarina, no período de junho de 2011 a janeiro de 2012, pelo método de Willis-Mollay. A prevalência de cães positivos para ovos de Ancylostoma spp. foi de 64,43% (230/357) com 63,16% (120/190) e 65,87% (110/167), respectivamente, para fêmeas e machos. Animais com idades entre dois a cinco anos apresentaram maior infecção parasitária (77,78%), porém não houve diferença estatística entre as faixas etárias e sexo dos cães parasitados. A co-infecção parasitária entre Ancylostoma spp. foi observada com Trichuris vulpis e com Toxocara spp. O verão foi à estação que apresentou uma correlação significativa para a taxa de infecção por Ancylostoma spp. Dos 68 bairros da cidade, 44 (64,71%) apresentaram cães infectados com Ancylostoma spp. Conclui-se que os cães errantes parasitados representam importante fonte de infecção, pois transitam pelas ruas e em praças públicas, sendo fundamental a adoção de medidas zoosanitárias, sobretudo na periferia da cidade, onde concentram-se em maior número. 

    Out. 1 - v. 8, No. 19, p. 2292-2450 (2014)
  • Objetivou-se avaliar a soroprevalência da brucelose bovina e os fatores de risco associados no rebanho bovino do município de Alegre, Espírito Santo, no período de 2010 a 2012. Foram analisadas 516 amostras sanguíneas de bovinos com idade maior que 24 meses, de 26 propriedades rurais. O diagnóstico foi feito por meio do método indireto de diagnóstico e triagem, previsto oficialmente pelo Programa Nacional de Controle e Erradicação da Brucelose e Tuberculose (PNCEBT), Antígeno Acidificado Tamponado (AAT). Das 516 amostras testadas, 07 foram soros-reagentes, totalizando uma soroprevalência de 1,35%, presentes em 23,1% das propriedades. Das variáveis: assistência médico veterinária; compra e venda de animais; vacinação contra brucelose; conhecimento do PNCEBT; e testagem dos animais para brucelose, não apresentaram diferença significativa (p> 0,05) para ocorrência da brucelose. Em 42,3% (11) das propriedades não era realizada a vacinação contra brucelose, 84,6% (22) realizavam compra e venda de animais, 57,7% (15) não testavam os animais para brucelose, 53,9% (14) dos responsáveis pela propriedade não tinham conhecimento do PNCEBT e apenas 38,5% (11) possuíam assistência do médico veterinário. Esses resultados demonstram que a infecção pela Brucella abortus está distribuída no rebanho leiteiro do município de Alegre, Espírito Santo. Atentando-se ao carácter ocupacional da doença, uma vez que pessoas que lidam com animais susceptíveis à doença e/ou infectados, o risco de se infectarem é maior, o contato direto com anexos fetais, restos fetais e fluidos propicia que esta zoonose se dissemine. Torna-se imprescindível que medidas sejam adotadas para que os proprietários rurais recebam esclarecimentos sobre a doença e suas implicações econômicas, visando à implantação de um programa de controle da doença na região.

    Jun. 1 - v. 8, No. 11, p. 1283-1415 (2014)
  • A brucelose é uma doença infectocontagiosa, de evolução crônica e de caráter granulomatoso típico, que acomete principalmente o sistema reprodutivo e o osteoarticular de animais domésticos, silvestres e de seres humanos. É uma antropozoonose caracterizada pela infecção das células do sistema mononuclear fagocitário, provocada por uma bactéria pertencente ao gênero Brucella. Com ampla distribuição mundial, tem em nosso país uma alta incidência e prevalência no rebanho bovino, servindo como principal fonte de infecção para os seres humanos. Mesmo sendo uma enfermidade de caráter ocupacional acometendo trabalhadores que estão em contato direto com animais doentes, também possui caráter populacional, pois a ingestão de produtos de origem animal contaminados torna-se importante meio de transmissão desta bactéria. Embora seja caracterizada por uma grave zoonose, esta doença ainda é pouco conhecida por várias pessoas devido às inúmeras subnotificações.

    Mai. 2 - v. 8, No. 10, p. 1136-1282 (2014)
  • Set. 3 - v. 6, No. 30, p. Art. 1443-1449 (2012)
  • A neosporose é uma doença infecciosa, causada pelo Neospora caninum, protozoário intracelular obrigatório, formador de cistos, tendo o cão como principal hospedeiro definitivo. Este pode contaminar água e alimentos destinados a ruminantes, transmitindo assim a doença. Trata-se de uma das principais causas de abortos, gerando expressivos prejuízos econômicos na produção destes animais. A prevalência pode variar bastante em função do sistema de criação. Vários fatores de risco são associados a ocorrência da neosporose em ruminantes, dentre eles está a presença de cães em áreas destinadas a criação desses animais. O diagnóstico pode ser feito por métodos sorológicos, com intuito de eliminar os animais positivos do rebanho e ainda por técnicas moleculares e histopatológicas. Como o conhecimento desta doença ainda é limitado, o objetivo desta revisão é mostrar os aspectos mais relevantes sobre a neosporose em ruminantes.  

    Jan. 2 - v. 6, No. 02, p. Art. 1270-1276 (2012)
  • A Leucose Enzoótica dos Bovinos (LEB) é uma doença causada por um retrovírus, com casos notificados no mundo todo e que se alastra progressivamente pelos rebanhos determinando grandes prejuízos à bovinocultura brasileira. O objetivo do presente trabalho foi determinar a soroprevalência da LEB nos bovinos abatidos no matadouro frigorífico do município de Anchieta, estado do Espírito Santo. Para isso foram coletadas 933 amostras séricas, colhidas na linha de abate do frigorífico durante o mês de novembro de 2013, foram examinados pelo Teste de Imunodifusão em Ágar Gel (IDGA) para a detecção dos anticorpos específicos contra o Vírus da Leucose Bovina (VLB). O teste foi realizado seguindo instruções do fabricante Tecpar ®, onde se identificou uma prevalência de 21,86%, sendo 204 das amostras coletadas soropositivas para a LEB. A prevalência encontrada no presente trabalho é menor que a de 39,8% definida por Birgel Júnior et al., (2006) como média da região sudeste. Porém, a prevalência encontrada é bem expressiva, mostrando que a LEB já se encontra difundida no rebanho bovino de corte do estado, e que tem totais condições de trazer grandes prejuízos à bovinocultura do Estado.

    Abr. - v. 9, No. 04, p. 158 - 194 (2015)

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