Resultado da pesquisa

  • O objetivo deste estudo foi avaliar “in vitro” o efeito acaricida do extrato etanólico das folhas de Hyptis suaveolens sobre fêmeas ingurgitadas de Rhipicephalus sanguineus. Foram coletadas manualmente, 150 fêmeas ingurgitadas de carrapatos, de cães naturalmente infestados, da microrregião de Bom Jesus-PI, Brasil. Para realização do teste de imersão sobre fêmeas ingurgitadas, foram testadas 3 diluições do extrato etanólico nas concentrações de 0.1, 1.0 e 10.0%, obtidas a partir do teste de toxicidade frente a Artemia salina. Foram utilizadas 10 fêmeas ingurgitadas para cada tratamento. Os testes foram realizados em triplicata. Para o controle negativo, foi utilizado água destilada e, para o controle positivo, Cypermetrina. Foi observado, nas concentrações testadas, eficácia de 29,93%, 32,71%, e 30,63% respectivamente. Os dados obtidos nesse estudo revelaram que o extrato etanólico das folhas de H. suaveolens, nas concentrações testadas, não apresenta atividade acaricida para fêmeas de Rhipicephalus sanguineus, segundo padrões do Ministério da Agricultura.

    Setembro - v. 11, No. 09, p. 840-946 (2017)
  • O queijo é um dos alimentos mais comuns na dieta humana, compondo, geralmente, a alimentação de todas as classes sociais, desde os primórdios da humanidade. Para a efetiva fabricação industrial do queijo, o leite deve ser pasteurizado com o objetivo de eliminar os microrganismos patogênicos. No entanto, em condições inadequadas para consumo humano podem desencadear graves consequências para a população, se tornando assim um problema de saúde pública. Pensando nisso, esta pesquisa tem como finalidade compreender a conservação e o controle de qualidade de queijos, mediante uma revisão bibliográfica. Metodologicamente, a pesquisa se trata de uma revisão, realizada a partir da consulta de 108 artigos nacionais disponíveis nas bases de dados SciELO, Periódicos CAPES, PubMed e MEDLINE e demais publicações de periódicos em várias bases de dados nas diversas áreas das Ciências e Tecnologia de Alimentos, além de legislações. Sendo selecionados 21 artigos, restritos as publicações em língua portuguesa relacionadas a conservação e/ou controle de qualidade de queijos, entre os anos de 2010 a 2015. Desta forma, a maioria, dos estudos realizados, as boas práticas de fabricação de queijos não estão dentro dos padrões de qualidade propostos pelas legislações vigentes, nos principais quesitos de controle de qualidade. Sugere-se, portanto, que os produtores de queijos adotem medidas higiênico-sanitárias para garantir um produto com segurança alimentar.

    Abril - v. 11, No. 04, p. 313-423 (2017)
  • Objetivou-se avaliar a aplicação das boas práticas de fabricação (BPF) em uma agroindústria familiar de processamento de guariroba na cidade de Aurilândia/Goiás. O trabalho foi realizado em uma pequena unidade agroindustrial de processamento de Guariroba, na zona rural de Aurilândia, Goiás, durante o período de setembro a dezembro de 2015. Foi utilizada uma adequação da lista de verificação proposta pela Resolução da Diretoria Colegiada 275. A taxa de adequação do estabelecimento foi de 88%. A agroindústria de processamento de guariroba analisada apresentou condições positivas para realizar o processamento de alimentos para humanos. Conclui-se que a implantação das BPFs nesta empresa foi executada com sucesso, atingindo os objetivos propostos, observando o quanto é complexa a implantação na íntegra das BPFs e que há necessidade de melhorias constantes, utilizando-se as ferramentas da qualidade.

    Março - v. 11, No. 03, p. 207-312 (2017)
  • O Brasil é uma das maiores potências mundiais em piscicultura, com uma produção aqüicola e pesqueira alcançando volume superior a um milhão de toneladas em 2004. A produção aqüicola nacional vem crescendo em média 21,1% ao ano, superando estatisticamente outras atividades de importância nacional como a bovinocultura. Porém o consumo per capita é baixo, cerca de 6 kg ao ano devido ao alto custo do produto final e hábitos alimentares que valorizam o consumo da carne bovina. A carne de peixe constitui uma fonte protéica de alto valor biológico, além de ser avaliada nutricionalmente como benéfica à saúde humana por ser fonte importante de aminoácidos essenciais, vitaminas, minerais e ácidos graxos. O peixe pode ser comercializado na forma in natura, refrigerado ou congelado, sendo a primeira a mais freqüente. A inspeção do produto ao ser comercializado deve ser criteriosamente observada, avaliando características organolépticas e presença de parasitos incrustados na carne. Os peixes quando cultivados, assim como os pescados, estão submetidos a fatores que levam ao estresse e, como conseqüência, podem surgir doenças concomitantes, especialmente doenças parasitárias, que constituem risco à saúde pública já que alguns desses parasitas provocam zoonoses. O aumento da incidência das zoonoses parasitárias está associado ao consumo da carne de peixe cru ou insuficientemente cozido, assim como hábitos alimentares que favoreçam a ingestão desse tipo de carne, como o “sushi” e o “sashimi” da cultura oriental. As principais zoonoses parasitárias transmissíveis pelo consumo inadequado de carne de peixe são a anisaquíase, eustrongilíase, a capilaríase, a fagicolose, a clonorquíase e a difilobotríase. Poucos são os relatos dessas parasitoses em humanos no Brasil, provavelmente pela falta de diagnóstico e não pela ausência das doenças no país. A inspeção sanitária de produtos oriundos do pescado ainda é escassa e estudos referentes à importância dos parasitas de peixes no país são reduzidos. Dessa forma, a melhor recomendação preventiva seria a abstinência do consumo da carne de peixe cru ou não cozida adequadamente, porém existem outras medidas profiláticas como o tratamento térmico, cocção, por exemplo, que seria capaz de eliminar a atividade parasitária tanto na forma adulta quanto larval, e o congelamento a -20ºC pelo período de sete dias, ou a -35ºC por período não inferior a quinze horas, também é descrito como eficaz na eliminação desses agentes parasitários. Autoridades sanitárias, piscicultores e médicos veterinários devem buscar maior controle no que diz respeito às enfermidades de peixes de caráter zoonótico, desde a produção até a comercialização do pescado, para diminuir as taxas de morbidade e mortalidade das criações, melhorar a qualidade do pescado destinado aos consumidores, evitando, por medida profilática, a propagação das zoonoses transmissíveis por peixes.

    Ago. 2 - v. 6, No. 25, p. Art. 1411-1416 (2012)
  • A hospitalização de animais doentes aumenta muito o risco de ocorrência de infecções. O médico veterinário tem a obrigação de minimizar o risco de danos adicionais que podem ser subseqüentes às suas intervenções e isso inclui minimizar a exposição dos pacientes a agentes infecciosos que podem levar à infecção nosocomial, considerando que, em alguns casos, o agente infeccioso pode ser zoonótico. O objetivo deste trabalho foi avaliar os níveis de contaminação no centro cirúrgico de Pequenos Animais do Hospital Veterinário do Centro Universitário da Fundação de Ensino Octávio Bastos (Unifeob), em São João da Boa Vista, SP, e desenvolver um projeto educacional, focando os pontos críticos que surgiram a fim de que se mantenha o controle de infecção cirúrgica em Pequenos Animais. Nos resultados obtidos pode-se observar que nas coletas feitas no ambiente cirúrgico durante a noite há um grande crescimento de fungos. Nas amostras colhidas da mesa e do chão, na maioria das vezes houve crescimento de fungos e bactérias, com exceção das amostras colhidas após a cirurgia, na qual se pode dizer que houve predomínio no crescimento de bactérias. Observou-se também que o maior número de colônias foi encontrado na placa que ficava próxima à porta do centro cirúrgico, em relação às outras distribuídas pela sala, devido ao maior trânsito de pessoas. Também se obteve um resultado positivo modificando-se a rotina de calçamento de luvas, que foi sugerida como medida para diminuir a contaminação que era encontrada nas luvas do cirurgião imediatamente antes da cirurgia.

    Ago. 2 - v. 6, No. 25, p. Art. 1411-1416 (2012)
  • A transmissão dos lentivírus de pequenos ruminantes (LVPR) pode ocorrer, diretamente, pela ingestão de colostro e leite contaminados ou através do contato intímo entre os animais, indiretamente pelo contato com fômites contaminados. Dentre as principais medidas de manejo empregadas no controle desta enfermidade estão a separação dos cabritos das mães imediatamente após o nascimento, e alimentação com colostro artificial ou colostro de cabra tratado termicamente. Este trabalho foi desenvolvido com o objetivo de avaliar se essas medidas de manejo foram eficientes para evitar a transmissão de LVPR de cabras soropositivas às suas crias, obtidas por parto induzido e acompanhado. Para este fim, foram utilizados 44 caprinos, das raças Anglo Nubiana e Parda Alpina. Os soros foram testados pela imunodifusão em gel de agar (IDGA) e pelo western blot (WB) utilizando antígeno CAEV. Durante o acompanhamento dos animais, por um período de até 14 ou 18 meses, não se observou alterações clínicas compatíveis com infecção por LVPR, porém os resultados da IDGA e/ou do WB revelaram que 12 animais (27,27%), apresentavam anticorpos contra LVPR. Com base nestes resultados conclui-se que as medidas de manejo empregadas não foram suficientes para evitar a infecção pelos LVPR.

    Ago. 4 - v. 4, No. 28, p. Art. 899-904 (2010)
  • Objetivou-se com este estudo, relatar a importância de um bom inseminador dentro de um programa de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) durante os meses de setembro a novembro de 2010 utilizando 29 vacas leiteiras mestiças divididas em três lotes que seguiram um mesmo protocolo: D0 – implante de progesterona com benzoato de estradiol, D8 – retirada do implante, prostaglandina e ECG, D9 (manhã) – benzoato de estradiol, D9 (tarde) – GNRH e D10 – IATF. O lote um (n=10) foi inseminado em setembro pelo inseminador da fazenda. O lote dois (n=10) foi inseminado pelo mesmo inseminador no mês de outubro, e no lote três foram inseminados 9 animais por um inseminador experiente no mês de novembro. Os índices de prenhez foram 10% (1/10); 20% (2/10) e 77,77% (7/9) respectivamente para os lotes um, dois e três, podendo confirmar o quanto a mão-de-obra treinada é importante para obtenção de bons resultados em programas reprodutivos.

    Jun. 4 - v. 5, No. 23, p. Art. 1143-1149 (2011)
  • As perdas econômicas causadas pelas infecções por nematóides gastrointestinais de ovinos podem ser bastante significativas para os seus criadores. O desenvolvimento acelerado da resistência em helmintos gastrintestinais de ovinos e caprinos se tornou um dos maiores problemas para a ovinocultura e caprinocultura no Brasil. Esta atual resistência criada pelos parasitos aos anti-helmínticos tem incentivado a busca de métodos alternativos para o controle dos mesmos. Desta forma, o objetivo deste projeto foi fazer uma revisão bibliográfica sobre as formulações peletizadas do fungo Monacrosporium sinense levando em consideração a sua eficácia no controle da verminose ovina.

    Abr. 4 - v. 5, No. 15, p. Art. 1093-1099 (2011)
  • O objetivo deste trabalho foi de relatar as principais características dos cães recolhidos pelo Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) do Município de Mossoró-RN. Os dados foram coletados de 100 cães através de fichas específicas, contendo sexo, raça, idade, dados clínicos e motivo de recolhimento. Dentre os animais capturados 60 % eram do sexo masculino e 40% do sexo feminino, onde 79% apresentavam-se sem padrão racial definida e 21% com raça definida. A faixa etária de maior acometimento foi entre 1 a 5 anos de idade, representando 77% dos animais avaliados. Dentre os animais recolhidos 73% foram por motivos de doença, onde a Leishmaniose Visceral Americana mereceu destaque com 72,6% dos casos, e 13,7% eram sintomatologicamente suspeito dessa enfermidade. Os outros cães foram recolhidos por serem indesejados pelos proprietários ou errantes e por outras doenças.

    Jan. 2 - v. 4, No. 02, p. Art. 717-722 (2010)
  • Ações de controle sanitário na área de alimentos devem ter constante aperfeiçoamento, para garantir a qualidade dos mesmos. As BPF (Boas Práticas de Fabricação) fazem parte de uma das ações de controle sanitário e esta, foi implantada em uma indústria de queijos, para uma melhora das condições higiênico-sanitárias e consequentemente da qualidade do produto. Foi escolhido um pequeno laticínio localizado na cidade de Piumhi-MG, para implantação do BPF. Foram realizadas coletas para análises de swabes, de equipamentos e das mãos dos funcionários, água e o queijo mais vendido, o provolone defumado sem tempero e posteriormente de dois exemplares de queijos frescos, tipo mussarela trança e tipo parmesão. Como resultado, na primeira análise os swabes se mostraram altamente contaminados, já numa segunda análise, após a implantação das BPF, houve uma redução na contaminação. Foi constatado que a maior dificuldade para a implantação das Boas Práticas de Fabricação é a condição higiênico-sanitária, principalmente no que diz respeito a higiene de funcionários e equipamentos.  

    Abr. 2 - v. 5, No. 13, p. Art. 1079-1085 (2011)
  • A presença de insetos e ratos no ambiente hospitalar oferece riscos aos pacientes e profissionais de saúde, pois eles podem transmitir doenças. O presente trabalho objetiva enfatizar a importância do controle de pragas e vetores de doenças em ambientes hospitalares, identificando as pragas e vetores mais comuns, as medidas de prevenção e controle e expor a legislação sanitária pertinente. Foi realizada uma pesquisa exploratória, bibliográfica e documental sobre o tema.Após a coleta de dados, foram descritos alguns aspectos sobre as pragas e vetores (formigas, baratas, moscas, mosquitos e ratos), as medidas preventivas e de controle (ênfase em dificultar a proliferação destes animais) e as legislações sanitárias pertinentes. Por fim, descrevemos no presente estudo a importância do controle permanente das pragas e vetores em ambientes hospitalares e a atuação da vigilância sanitária em inspecionar estes ambientes.

    Ago. 2 - v. 8, No. 16, p. 1940-2029 (2014)
  • A brucelose é uma doença infectocontagiosa, de evolução crônica e de caráter granulomatoso típico, que acomete principalmente o sistema reprodutivo e o osteoarticular de animais domésticos, silvestres e de seres humanos. É uma antropozoonose caracterizada pela infecção das células do sistema mononuclear fagocitário, provocada por uma bactéria pertencente ao gênero Brucella. Com ampla distribuição mundial, tem em nosso país uma alta incidência e prevalência no rebanho bovino, servindo como principal fonte de infecção para os seres humanos. Mesmo sendo uma enfermidade de caráter ocupacional acometendo trabalhadores que estão em contato direto com animais doentes, também possui caráter populacional, pois a ingestão de produtos de origem animal contaminados torna-se importante meio de transmissão desta bactéria. Embora seja caracterizada por uma grave zoonose, esta doença ainda é pouco conhecida por várias pessoas devido às inúmeras subnotificações.

    Mai. 2 - v. 8, No. 10, p. 1136-1282 (2014)
  • Foi realizado levantamento bibliográfico quantitativo acerca das publicações de artigos científicos referentes ao endoparasitismo e suas implicações nos equinos, nos principais periódicos nacionais na área de Ciências Agrárias. Foram selecionados os periódicos de circulação nacional, que obtiveram os conceitos A e B nas áreas de Ciências Agrárias I, Zootecnia, e Medicina Veterinária na avaliação do Qualis. Foram considerados os trabalhos publicados no período de 2002 a 2011, obtidos por meio de busca eletrônica. Foram encontrados 26 artigos que atenderam os requisitos especificados nesse estudo, sendo que a Revista Brasileira de Parasitologia Veterinária foi a que apresentou o maior número de publicações referentes ao tema. Considerando que as verminoses afetam diretamente o desempenho natural dos equinos, é importante realizar periodicamente o controle dos parasitas. Entretanto, o pouco interesse por parte da comunidade científica acerca do assunto dificulta a tomada de decisões dos criadores a respeito dos melhores métodos de controle helmíntico.

    Mar. 2 - v. 8, No. 06, p. 0587-0696 (2014)
  • Set. 2 - v. 6, No. 29, p. Art. 1436-1442 (2012)
  • Condimentos e especiarias são empregados no processamento tecnológico de alimentos com o objetivo de conferir sabor, aumentar a vida comercial dos produtos, em função de sua ação antioxidante, além de agregar valor aos alimentos, permitindo sua diversificação no mercado. Além da importância tecnológica, estes produtos trazem benefícios à saúde de quem os consome, quando usados adequadamente, estimulando a secreção gástrica e aumentando o tônus dos órgãos digestivos. No entanto, podem veicular microrganismos e matérias estranhas, causando riscos à saúde do consumidor. Para que sua qualidade e propriedades desejáveis sejam mantidas, torna-se necessário realizar um rigoroso controle de qualidade, garantindo a inocuidade dos mesmos, através de Boas práticas agrícolas, boas práticas de fabricação, controle macroscópico e microscópico, análises microbiológicas e físico-químicas. Os métodos físico-químicos oficiais são um instrumento para a fiscalização do uso destes componentes empregados pela indústria alimentícia. Desta forma, esta revisão de literatura reúne informações e conhecimentos a respeito dos condimentos e especiarias e dos principais métodos de controle físico-químico destinados a garantir sua qualidade.

    Ago. 3 - v. 6, No. 26, p. Art. 1417-1422 (2012)
  • O uso de produtos químicos, na ação contra ectoparasitas vem se avolumando no Brasil. A dependência dos mesmos traz consigo, vários impactos ambientais e uma necessidade de maior concentração destes produtos, que podem ser os inseticidas, os acaricidas, ou os carrapaticidas. Dentro dos métodos alternativos de planejamento do controle de artrópodes, os liquens é uma delas. Com o objetivo de avaliar a atividade dos mesmos, houve a extração de princípios ativos dos liquens coletados, nas adjacências do município de Imperatriz, Maranhão. Através de reagentes orgânicos obtiveram-se os extratos liquênicos para posterior utilização em artrópodes. Foram realizados três testes nas espécies de carrapatos Rhipicephalus sanguineus, Rhipicephalus (Boophilus) microplus e Anocentor sp. onde foram submetidas a banhos de imersão em solução de extratos liquênicos e em solução controle. De acordo com os testes realizados foi possível observar que, os extratos liquênicos pesquisados tiveram eficácia quando aplicados nas citadas espécies de carrapatos.

    Nov. 1 - v. 8, No. 21, p. 2550-2674 (2014)
  • Frente ao histórico fenômeno da resistência dos parasitas, em especial do Rhipicephalus (Boophilus) microplus, aos diversos princípios ativos sintéticos disponíveis no mercado, constantes investigações na busca de novas moléculas eficazes no controle de ectoparasitas são impulsionadas, preferencialmente por moléculas bioativas naturais. O uso tradicional e empírico de diversas fontes de compostos bioativos pelos produtores rurais e outros não os credenciam como alternativa para o controle de carrapatos. Desta forma, é necessária a comprovação científica da eficácia desses compostos, e assim diversos fitoterápicos têm sido testados para controle do carrapato dos bovinos. O efetivo controle do carrapato Rhipicephalus (Boophilus) microplus através da validação e difusão dos princípios da associação das diferentes estratégias (controle químico, controle biológico, prospecção e validação de compostos bioativos, seleção e descarte de animais resistentes e susceptíveis) aliadas aos conhecimentos do ciclo biológico do parasita contribuirá para a mitigação dos prejuízos diretos e indiretos causados pelas infestações do carrapato na cadeia de produção de bovinos no Brasil, e, por conseguinte em diversos aspectos da saúde pública, em especial do consumidor final.

    Jul. - v. 9, No. 07, p. 287 - 347 (2015)

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