Resultado da pesquisa

  • A produção de alimentos de formas não convencionais como a carne in vitro poderia, à primeira vista, ser de interesse popular, uma vez que poderia reduzir os prejuízos ao meio ambiente além de respeitar o bem-estar dos animais. No entanto, existem diversas barreiras e fatores limitantes que aparecem como obstáculos antes da produção em escala da carne in vitro. Ainda que a produção da carne in vitro pudesse responder e ultrapassar todos os questionamentos existentes, o grande desafio seria a aceitação pelos consumidores, a introdução de um novo hábito de consumo, o de consumir carne produzida em laboratório, esbarrando em questões éticas e culturais. Este estudo traz as principais dificuldades que podem ser enfrentadas para produção em escala da carne in vitro, além de uma pesquisa sobre o conhecimento e aceitação da população em relação ao consumo da mesma, sendo positivo o resultado encontrado.

    Setembro - v. 11, No. 09, p. 840-946 (2017)
  • ARealizou-se uma análise crítica dos dados obtidos do Programa de Análise de Resíduos de Agrotóxicos (PARA) da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) sobre os resíduos de agrotóxicos do grupo químico ditiocarbamato (DTCs) em maçãs (Malus domestica Borkh) comercializadas in natura durante dez anos no pais. Foram analisadas 1422 amostras de maçãs, das quais 605 apresentaram algum nível de contaminação. O número de amostras positivas para DTCs foi de somente 32.1% em 2003, já o ano seguinte (2004) configurou como o período de maior número de amostras contaminadas, correspondendo a 83,9%, seguido pelo ano de 2007 com 81,9 %. As maçãs atingiram níveis de até 3,04 mg/Kg no ano de 2005, excedendo o limite máximo de resíduos (LMR) (2 mg/Kg) nacional. Independente dos dados informados, o Programa não informa quantas e/ou a porcentagem de amostras que excedeu o LMR, somente a faixa. Os valores encontrados foram satisfatórios (LMR) nos anos de 2003, 2006 e 2007. Foi possível perceber que as maçãs brasileiras, ao longo do período de avaliação oscilaram em picos de presença de resíduo acima dos LMR (em 2001/2002, 2005, 2009, 2010 e 2012), expondo consumidores aos efeitos adversos dos DTCs. Considerando a faixa de anos do monitoramento realizado pelo PARA e avaliada no presente estudo, foi observado que não houve evolução nos resíduos detectados (redução), muito menos acréscimo no número de amostras analisado (oscilou em todos os períodos), bem como de laboratório oficiais para análise, o que demonstra a necessidade de aprimoramento desses fatores. Há necessidade da ANVISA continuar a informar oficialmente consumidores (via website) já que este processo informativo parou em 2012.

    Maio - v. 11, No. 05, p. 424-537 (2017)

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