Resultado da pesquisa

  • A quimioterapia metronômica vem ganhando espaço na medicina veterinária graças a sua facilidade em realizar o tratamento e o seu baixo custo, assim os proprietários estão aceitando com mais facilidade em submeter os seus animais a esse tratamento. Outra vantagem da metronômica em relação a quimioterapia com dose máxima tolerada é os seus efeitos colaterais serem mais brandos. A escolha do tipo de tratamento quimioterápico depende do estado geral do paciente e dos critérios adotados pelo Médico Veterinário. O presente trabalho teve como objetivo mostrar os resultados do tratamento com a quimioterapia metronômica em um gato, diagnosticado com carcinoma de células de transição na região de trígono vesical, sem expor o animal a uma cirurgia para retirada de amostra para a realização do exame histopatológico. O foco desse tratamento consiste na melhoria da qualidade de vida do paciente e conseguir curar ou controlar a sua doença.

    Agosto - v. 11, No. 08, p. 744-839 (2017)
  • O carcinoma de células de transição (CCT) é a neoplasia de bexiga mais comum no cão, sendo mais frequente em cães idosos e no gênero feminino, compreendendo cerca de 75-90% dos tumores epiteliais de bexiga. O local mais comumente observado é no trígono vesical, e por isso o tratamento cirúrgico é paliativo. A sua etiologia pode ser considerada multifatorial e os sinais clínicos são hematúria, polaquiúria e disúria, os quais são típicos de infecção urinária, sendo assim, podendo ser confundidos. O diagnóstico só pode ser considerado definitivo após o resultado da análise histopatológica, entretanto através de exames de ultrassonografia, por exemplo, as neoplasias são uma suspeita. O prognóstico é ruim, onde essa neoplasia é considerada com um baixo potencial de cura e alto índice de mortalidade, e assim despertando interesse demasiado em encontrar possíveis tipos de prevenção, diagnóstico precoce e novos tratamentos. O presente trabalho teve como objetivo relatar um caso de um cão com CCT, expondo a forma de diagnóstico definitivo, que foi por exame histopatológico após cistectomia parcial de bexiga, e o tratamento do mesmo através de sessões de quimioterapia com carboplatina associado ao uso contínuo de piroxicam. Infelizmente após duas sessões o proprietário do animal se ausentou, impossibilitando uma continuidade no tratamento.

    Janeiro - v. 11, No. 01, p. 1-102 (2017)
  • O carcinoma de células escamosas (CCE) é uma neoplasia que acomete animais de companhia, de produção e exóticos, sendo muito comum em países de clima tropical como no Brasil, pois se desenvolve em áreas pouco pigmentadas, no epitélio escamoso estratificado e em superfícies mucosas expostas a ação ultravioleta. O CCE é bastante infiltrativo, porém raramente ocasiona metástases. Sua ocorrência no epitélio nasal é bastante relatada em felinos. O presente caso trata de um hamster chinês (Cricetulus griséus), fêmea, jovem, que desenvolveu um aumento de volume em espelho e plano nasal, e seu único sinal clínico era intenso prurido. O animal passou por procedimento cirúrgico para a realização de uma biopsia incisional, que foi encaminhada para o Serviço de Patologia Veterinária da UNESP, campus de Araçatuba (SP) para avaliação histopatológica. O material apresentou características compatíveis com carcinoma de células escamosas bem diferenciado.

    Mai. 4 - v. 6, No. 19, p. Art. 1375-1380 (2012)
  • A compreensão dos estudos na área da oncologia é de fundamental importância para a descoberta de sua etiologia, classificações e formas de tratamento, uma vez que o número de pacientes atendidos com alguma neoplasia cresce a cada década. A predisposição genética e a exposição a fatores físicos e químicos favorecem o desenvolvimento de neoplasias nos animais sendo que a pele e seus anexos são locais muito comuns de desenvolverem neoformações, principalmente em países de clima tropical, pela exposição crônica à radiação ultravioleta. O carcinoma de células escamosas é uma neoplasia de epitélio, maligno, de crescimento lento e não necessariamente metastático comum em felinos, bovinos, caninos, eqüinos, relativamente incomum em ovinos e raro em caprinos e suínos. Sua etiologia precisa ainda não é conhecida e a causa exógena mais comumente aceita é a exposição à luz ultravioleta, com conseqüente lesão do ácido desoxirribonucléico (DNA) e mutagenicidade associada. O prognóstico varia de acordo com a localização e o estágio clínico no momento do diagnóstico. É considerado favorável quando o diagnóstico é realizado precocemente e também quando a excisão cirúrgica completa é possível, porém, quando houver lesões que envolvam estruturas ósseas, o prognóstico passa a ser reservado. A presente revisão bibliográfica tem como objetivo principal reunir informações atuais sobre o carcinoma de células escamosas em caninos e felinos, do ponto de vista clínico e patológico, a fim de facilitar o raciocínio sobre esta neoplasia, desde sua abordagem inicial, até seu diagnóstico final.

    Fev. 3 - v. 6, No. 06, p. Art. 1295-1300 (2012)
  • Este trabalho relata quatro casos de carcinoma epidermóide em cães da raça Pit Bull, que foram atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), diagnosticado pelo Serviço de Patologia Animal da UFU como Carcinoma de Células Escamosas. Utilizou-se como tratamento experimental o Sulfato de Vincristina na dose de 0,025 mg/kg com intervalos de aplicação de sete dias em três aplicações, associadas ao uso de Prednisolona 1mg/kg sendo a exérese realizada após 30 dias do término do protocolo quimioterápico. Foi visto que a quimioterapia manteve o quadro estável, sem aparecimento de mais nódulos e cessou o crescimento notando-se inclusive uma reparação tecidual, que auxiliou no sucesso do processo cirúrgico. 

    Dez. 1 - v. 4, No. 40, p. Art. 980-985 (2010)
  • Foi atendida no Hospital Veterinário da Unicastelo - Campus Descalvado-SP, uma cadela Boxer, sete anos de idade, 24 quilos. O animal tinha uma ferida ulcerada na parte interna da coxa esquerda de aproximadamente oito centímetros de diâmetro, o qual foi submetido ao exame de citologia aspirativa por agulha fina (CAAF), onde foram encontradas, decorrentes desta ferida, células compatíveis com carcinoma basocelular. Após os exames de rotina, sangue, urina e fezes, o animal foi pré-anestesiado com levomepromazina (0,3mg/kg), induzido com propofol (3mg/kg),e a anestesia geral inalatória foi mantida com isoflurano. Concomitante foi realizada pela via epidural, a associação de morfina (0,1mg/kg), completada com o anestésico local bupivacaina 0,5%, na quantidade de um mililitro para quatro quilos.Trinta minutos antes da primeira incisão cirúrgica, foi administrado enrofloxacina (5mg/kg IV). Foi realizada exérese do tumor, mantendo uma margem de segurança de aproximadamente 2 cm em toda sua extensão.Para cobrir a lesão cutânea, foi criado um retalho pediculado de padrão axial, da porção ventral do abdome, preservando a artéria e veia epigástrica caudal. O retalho foi transposto sobre a ferida cutânea da porção medial da coxa esquerda, sendo que as extremidades do enxerto foram suturadas ao leito receptor, em padrão de sutura tipo “Wolff”, com fios de nylon. Alguns pontos simples separados foram aplicados entre a face interna do enxerto e o leito da ferida, utilizando fio vicryl, na tentativa de diminuir o espaço morto entre o enxerto e a lesão. A ferida cutânea da porção ventral do abdome a qual foi retirado o enxerto, foi aproximada e suturada de maneira convencional. O pós-operatório constou da administração do opióide tramadol na dose de 2,0 mg/kg pela via subcutânea, de 12 em 12 horas por cinco dias, ketoprofeno (2,2 mg/kg) a cada 24 horas durante três dias por via oral e enrofloxacina (5,0 mg/kg) a cada 24 horas por 10 dias por via oral. Decorrido 20 dias do procedimento cirúrgico a ferida estava completamente cicatrizada com adesão do enxerto.

    Jul. 1 - v. 5, No. 24, p. Art. 1150-1156 (2011)

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