Resultado da pesquisa

  • Os atropelamentos de animais silvestres têm recebido especial atenção dos pesquisadores nos últimos anos por se tratar da causa primária de morte em estradas. Contudo, estudos que abordem o tema ainda são escassos e, geralmente, tratam apenas de mamíferos. Diante disso, este estudo teve o objetivo de monitorar a mortalidade de animais silvestres por atropelamentos no trecho Campina Grande – Patos da BR-230 entre novembro de 2010 e novembro de 2011. Foram realizadas viagens mensais com duração média de 2h, percorrendo-se o trecho de carro. Foi comparado o número de atropelamentos no período seco e chuvoso, geral e por grupo. Os animais atropelados foram identificados até o menor nível taxonômico possível, descartando-se os animais domésticos. Foram registrados 188 espécimes de vertebrados atropelados, sendo Mammalia o mais amostrado (n=108; 57,4%). A espécie mais representativa foi Cerdocyon thous (n=87; 46,5%). O maior número de atropelamentos ocorreu no período seco. Quando comparado por grupo, porém, aves e répteis apresentaram um maior número de atropelamentos durante o período chuvoso. Cerdocyon thous, apresentou taxas de atropelamento maiores que em outros levantamentos realizados no Brasil (87 indivíduos, 46,5%), o que parece ser uma realidade local. Dentre os répteis atropelados, 70% corresponderam a espécies de serpentes, que pode estar relacionado ao deslocamento lento e necessidade de termorregulação desses animais e pelo fato de serem considerados “animais perigosos”, levando ao extermínio intencional.

    Janeiro - v. 12, No. 01, p. 139 (2018)
  • O Nordeste brasileiro tem na criação de pequenos ruminantes uma das principais atividades pecuária, a qual assume um importante papel socioeconômico. Esta revisão aborda um tema atualmente bastante estudado, que é a fenação de plantas forrageiras lenhosas nativas da caatinga. Este bioma possui uma imensa variedade de espécies vegetais com bom valor forrageiro e excelente aceitabilidade por parte dos animais ruminantes, tanto sob a forma in natura como desidratada na forma de feno. O feno de plantas forrageiras da caatinga constitui uma alternativa viável para utilização durante o período seco do ano. Neste trabalho foram analisados o valor nutricional, consumo e digestibilidade dos nutrientes e a utilização na alimentação animal do mata-pasto (Senna obtusifolia), jurema-preta (Mimosa hostilis), flor-de-seda (Calotropis procera), maniçoba (Manihot pseudo glaziovii), juazeiro (Zizyphus joazeiro), catingueira (Caesalpinea bracteosa), sabiá (Mimosa casalpiniaefolia), feijão-bravo (Capparis flexuosa), amendoim forrageiro (Arachis pintoi) e cunhã (Clitoria ternatea). Todas essas espécies mostram-se como uma opção viável para alimentação dos rebanhos bovinos, caprinos e ovinos no semi-árido nordestino. Em conseqüência das condições climáticas extremas em que essas espécies se desenvolvem, elas apresentam estruturas fisiológicas de adaptação à carência de água que promovem redução na digestibilidade destas plantas, assim, seu uso na alimentação animal deve ser limitado. 

    Fev. 4 - v. 5, No. 07, p. Art. 1034-1041 (2011)
  • O Cão Sertanejo, também conhecido como Boca-Preta, originário da região nordeste do Brasil, compõe a patrimônio histórico e cultural, sendo parte integrante da memória popular, principalmente dos vaqueiros e dos caçadores mais velhos. A função desses animais para homens que vivem no sertão nordestino é bastante diversificada, são usados como cão de caça, guarda de lavouras (proteção contra suínos), segurança da propriedade na lida com o gado na vegetação da Caatinga. O presente trabalho teve o objetivo de fornecer as primeiras informações sobre as medidas morfométricas do Cão Sertanejo. O trabalho foi realizado no município de São João do Piauí. Foram utilizados neste estudo um total de 30 cães, machos, adultos, considerando como idade adulta acima de 02 anos de vida. Analisaram-se 18 variáveis biométricas, 6 índices zoométricos. As variáveis e índices analisado do Cão Sertanejo demostraram a capacidade de maior agilidade na lida com os animais de interesse zootecnico na vegetação nativa.

    Fev. 2 - v. 5, No. 05, p. Art. 1019-1026 (2011)

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