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Pubvet, V. 2, N. 18, Ed. 29, Art. 34, ISSN 1982-1263, 2008

A caracterização de malignidade de um melanoma de coróide canino, através da imuno-expressão do ki-67

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Zuccari D.A.P.C., Frade C.S., Kerber E.

 

UPGEM – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto – FAMERP – SP. Av. Brigadeiro Faria Lima, 5416 - Vila São Pedro - 15090-000 São José do Rio Preto - SP, Brasil.

 

Introdução:

 

O melanoma é uma neoplasia dos melanócitos e das células névicas que, além da pele e de outros órgãos, pode acometer também os olhos. Os melanomas oculares são raros, se comparados aos cutâneos (Ramos et al. 2002). Além disso, das neoplasias diagnosticadas em animais de diferentes espécies, 5,56% estão localizadas no olho ou em seus anexos (Souza et al. 2005).

Entre os melanomas oculares, incluem-se os melanomas uveais, do corpo ciliar, da coróide, conjuntivais e os palpebrais (Withrow e MacEwen 1996). Vinte por cento destes tumores são malignos e raramente surgem da coróide. Quando ocorrem, compreendem 4% dos melanomas uveais caninos, sem predisposição racial e de sexo. Predominam em cães de meia idade de porte médio a grande, sendo geralmente bem limitados e podendo permanecer estáticos por muitos anos, vistos acidentalmente na oftalmoscopia.

Localizam-se mais comumente nas regiões macular e na periferia retiniana e se caracterizam por serem tumores largos, pigmentados, ovalados, elevados, de coloração marrom escuro ou preto, porém alguns deles podem ser amelanóticos. Os melanomas oculares de cães são similares aos encontrados em humanos, podendo disseminar para o fígado e para outros órgãos (Withrow e MacEwen 1996).

Hyman et al. (2002) descreveu um caso de melanoma de coróide de caráter benigno, em que ocorreu metástase em pulmão e fígado após 21 meses do diagnóstico. Contrariamente, Withrow e MacEwen (1996) e Dubielzig (1991) consideram que os melanomas oculares apresentam invasão local, mas não são metastáticos. 

É descrita uma porcentagem maior do acometimento dos olhos esquerdos em relação aos olhos direitos (Giuliano et al. 1999) e a terapia consiste na enucleação se houver crescimento ou dor.

A extensão do tumor, o tamanho e o índice mitótico não são considerados fatores prognósticos para o paciente (Giuliano et al., 1999). Entretanto considera-se que a avaliação da expressão imunohistoquímica do Ki-67, tenha valor preditivo no uso da quimioterapia adjuvante nestes tumores.

A condição para caracterizar a malignidade dos melanomas é a verificação da imuno-expressão do Ki-67, considerado o melhor índice de proliferação celular.  A imunoistoquímica é valiosa nos protocolos quimioterápicos permitindo avaliar o comportamento biológico de alguns tumores, ajudando a decidir sobre a utilização de quimioterapia aliada à cirurgia. 

 

Informações Bibliográficas

Conforme a NBR 6023:2002 da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), este texto científico publicado em periódico eletrônico deve ser citado da seguinte forma: A caracterização de malignidade de um melanoma de coróide canino, através da imuno-expressão do ki-67. PUBVET, Londrina, V. 2, N. 18, Ed. 29, Art. 34, 2008. Disponível em: http://www.pubvet.com.br/artigos_det.asp?artigo=34. Acesso em: 25/10/2014.

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Sobre o autor

Debora Aparecida Pires de Campos Zuccari

Possui graduação em Medicina Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1986), mestrado em Patologia Veterinária pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (1999) e doutorado em Medicina Veterinária Clínica Médica Jaboticabal pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho (2001). Atualmente é - Ars. Veterinaria (0102-6380), - Ciência Rural (0103-8478) e médica veterinária da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. Tem experiência na área de Medicina Veterinária, com ênfase em Patologia Clínica Animal, atuando principalmente nos seguintes temas: imuno-histoquímica, cadelas, neoplasia mamária, diagnóstico e cadela.

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