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Pesquisa de Babesia spp. e Ehrlichia spp. em cães assintomáticos, atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Piauí

  • Pesquisa de Babesia spp. e Ehrlichia spp. em cães assintomáticos, atendidos no Hospital Veterinário da Universidade Federal do Piauí

    Sávio Matheus Reis de Carvalho, Wenderson Rodrigues de Amorim, Mariane Vieira de Sá, Iuri Santana de Oliveira, Isael de Sousa Sá, Lygia Silva Galeno, Raylson Pereira de Oliveira, Márcio Eduardo de Melo Benvenutti, Márcia Paula Oliveira Farias, Antônio Augusto Nascimento Machado Júnior

    Resumo

    O presente trabalho teve como objetivo pesquisar os hemoparasitas Babesia spp. e Ehrlichia spp. em cães assintomáticos atendidos no Hospital Veterinário Universitário (HVU) da Universidade Federal do Piauí (UFPI), campus de Bom Jesus. Para isso, foram coletados amostras de sangue da veia cefálica e da ponta da orelha para realização de hemograma e esfregaço sanguíneo para pesquisa dos hemoparasitas em 30 animais que não apresentavam sinais clínicos das doenças. Os resultados demonstram que dos 30 animais avaliados, em 1 (3,3%) foi constatado a presença de Babesia spp. no esfregaço de sangue periférico (ponta de orelha). Em nenhum dos animais foi encontrado Ehrlichia spp., logo, não ocorreu casos de coinfecção. No hemograma constatou-se anemia em 18/30 (60%) animais, sendo 82,3% de anemia normocítica normocrômica, 5,9% de anemia microcítica normocrômica, 5,9% de anemia normocítica hipocrômica e 5,9% de anemia macrocítica hipocrômica; além disso observou-se em 50% dos casos trombocitopenia, em 20% pancitopenia, 20% de leucopenia e 16,7% de leucocitose, sendo 10% de neutropenia, 13,3% neutrofilia, 30% eosinofilia, 20% eosinopenia, 16,7% linfocitose, 20% linfocitopenia, 3,3% de monocitose e, 3,3% de monocitopenia. Este estudo observou a baixa sensibilidade do exame parasitológico de ponta de orelha em animais assintomáticos, frente ao diagnóstico de hemoparasitoses, pois apenas um animal mostrou-se positivo para Babesia spp., mesmo existindo indício no hemograma que sugerissem a presença subclínica do mesmo. Deste modo, mesmo não encontrando o agente na lâmina, não se pode descartar a possibilidade do animal ter o parasita. Sendo assim sugere-se a utilização de testes mais sensíveis, como a reação em cadeia da polimerase (PCR), reação de imunofluorescência indireta (RIFI) e Enzyme-Linked Immunosorbent Assay (ELISA).

    Palavras-chave

    animais , babesiose , erliquiose , hemograma , hemoparasitas

    Texto completo:

Janeiro

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